Estética do excesso perde espaço em 2026 e dá lugar à dermatologia regenerativa

A estética do excesso vem perdendo força em 2026, abrindo espaço para uma abordagem que prioriza naturalidade, ciência e saúde da pele. Em vez de transformações visíveis e volumes artificiais, cresce a busca por tratamentos que respeitem a biologia cutânea e promovam rejuvenescimento progressivo, sem descaracterizar traços ou expressões faciais.

Segundo a dermatologista Mônica Felici, essa mudança reflete um novo entendimento sobre beleza. A pele é um órgão vivo. Quando respeitamos sua biologia, conseguimos melhorar textura, firmeza, viço e saúde sem alterar a identidade da pessoa, explica. Para a especialista, o foco deixa de ser corrigir excessos e passa a ser estimular os próprios mecanismos naturais de regeneração da pele.

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O movimento também acompanha uma transformação no comportamento dos pacientes, especialmente em um contexto de maior exposição nas redes sociais. A rejeição ao chamado “rosto padronizado” cresce, enquanto aumenta o desejo de se reconhecer no espelho. As pessoas querem parecer descansadas e saudáveis, não diferentes. Hoje, o rejuvenescimento está muito mais ligado à qualidade da pele do que a volumes artificiais, observa a médica.

Na prática, a dermatologia regenerativa aposta em protocolos menos invasivos e com resultados cumulativos. Entre os recursos utilizados estão os peptídeos biomiméticos, que atuam como sinalizadores celulares, auxiliando na produção de colágeno, no fortalecimento da barreira cutânea e no equilíbrio inflamatório. Outro destaque são os polinucleotídeos (PDRN), conhecidos pelo potencial de regeneração tecidual, hidratação profunda e melhora gradual da textura da pele.

Os exossomos, amplamente discutidos no meio científico, também entram nesse contexto, desde que usados com critério médico. São mensageiros celulares promissores, mas exigem indicação adequada, segurança e embasamento científico, ressalta Mônica Felici.

A tecnologia segue presente, mas com um novo papel. Equipamentos de energia, como lasers não ablativos de 675 nm, ganham espaço por estimularem colágeno com menor agressão aos tecidos e tempo reduzido de recuperação. A tecnologia deixou de ser sinônimo de impacto intenso e passou a atuar como aliada da regeneração, afirma a dermatologista.

Para a especialista, essa mudança redefine o próprio conceito de beleza na medicina estética. O novo luxo é parecer você mesma, só que com uma pele mais saudável, firme e luminosa. Isso é regenerar, não transformar, conclui.

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