No dia 9 de dezembro, o Ministério da Saúde apresentou a estratégia de imunização contra a dengue com a nova vacina do Instituto Butantan. Totalmente produzido no Brasil, o imunizante é o primeiro do mundo em dose única, e será oferecido e aplicado exclusivamente pelo SUS, a partir de 2026.
“A meta do Ministério da Saúde é, junto com estados e municípios, iniciar essa vacinação até o final de janeiro. Já começarmos esse esforço vacinal e a divulgação junto a esse público.” Afirmou durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre de Padilha.
No primeiro lote, serão distribuídos um milhão e 300 mil de doses, destinados aos profissionais da Atenção Primária, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde e em visitas domiciliares.
Alexandre Padilha ressaltou a importância de priorizar os trabalhadores que estão na linha de frente no combate à dengue.
Leia mais: Tarifa da Sabesp terá reajuste de 6,11% em janeiro de 2026
“São os agentes comunitários de saúde, agentes de endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos que estão nas unidades básicas. São aquelas pessoas que visitam as pessoas na casa dela. É a primeira porta de entrada para o atendimento. É e tem que ser a primeira porta de entrada para os casos de dengue. Então, proteger o mais rápido possível esses profissionais. Então, a orientação é que a gente pegue esse volume de doses que tem, o montante já produzido, e possa fazer com o público prioritário de vacinação.”
Confira “Filhos do Silêncio” de Andrea dos Santos
A partir da ampliação da capacidade de produção, o ministério pretende estender a vacinação ao público geral. A campanha iniciará pela população de 59 anos e avançará gradualmente até atingir a faixa dos 15 anos. A definição do público prioritário levou em conta critérios técnicos e o perfil epidemiológico do país.
A vacina desenvolvida pelo Butantan demonstrou eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos. E de 89% contra formas graves, com sinais de alarme, conforme estudos apresentados à Anvisa, que concedeu o registro do imunizante.
Já sobre as crianças de até 10 anos, o ministro informou não haver, no momento, previsão por parte do Butantan de ampliar o estudo para esta faixa etária.
.









