O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira, 06, que o país irá receber entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, em um movimento que marca uma nova fase nas relações energéticas entre os dois países. Segundo Trump, o acordo com as autoridades interinas da Venezuela prevê a entrega de petróleo “sancionado” que será vendido a preços de mercado, com os rendimentos sob gestão direta da Casa Branca.
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O anúncio foi feito pelo próprio Trump em uma publicação na sua rede social, onde ele afirmou que já designou o secretário de Energia, Chris Wright, para iniciar a operação imediatamente e coordenar o transporte das cargas por navios-tanque diretamente para portos norte-americanos. De acordo com a administração, o objetivo é fortalecer a oferta de combustível interna e gerar receitas que, segundo o mandatário, beneficiarão tanto cidadãos americanos quanto a população venezuelana.
Especialistas consultados por agências internacionais ressaltam que o volume declarado — equivalente a cerca de 30 a 50 dias da produção atual da Venezuela — é significativo no contexto da infraestrutura debilitada do setor petrolífero venezuelano, que acumula anos de queda na produção devido a sanções, falta de investimentos e problemas operacionais. Ainda que represente uma fração do potencial histórico do país, a movimentação pode ter impactos pontuais no mercado global de combustíveis.
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A operação ocorre no rastro de eventos políticos turbulentos em Caracas, incluindo a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas em uma ação militar que intensificou a crise diplomática entre os dois países. Analistas internacionais observam que a reorientação das vendas de petróleo, tradicionalmente destinadas em grande parte à China, pode gerar tensões geopolíticas adicionais, sobretudo com governos aliados de longa data de Caracas. Organizações do setor energético sinalizam que, embora esse fluxo inicial de barris possa oferecer algum alivio para mercados e refletem uma mudança estratégica dos EUA na política externa, a reconstrução da indústria petrolífera venezuelana exigirá investimentos bilionários e anos de trabalho para recuperar níveis de produção mais elevados. Enquanto isso, o destino dos recursos financeiros gerados e a supervisão internacional das transações elevam discussões sobre soberania e regulação nesse novo quadro de cooperação.
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