O ex-presidente Jair Bolsonaro segue sem sinais de infecção e mantém previsão de alta hospitalar para esta sexta-feira (27), conforme boletim médico divulgado na tarde desta quinta-feira (26) pelo hospital DF Star, em Brasília. A unidade informou que, apesar da evolução positiva, o paciente ainda permanecerá sob observação clínica pelas próximas 24 horas, etapa considerada essencial antes da liberação definitiva.
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Segundo o comunicado, o quadro clínico é estável e apresenta boa resposta ao tratamento, especialmente após o término do ciclo de antibióticos. O documento destaca que o ex-presidente “encontra-se sem sinais de infecção aguda” e que a vigilância médica segue como medida preventiva.
Bolsonaro foi internado no dia 13 de março, em um hospital particular de Brasília, após apresentar mal-estar enquanto estava na unidade prisional conhecida como Papudinha. Na ocasião, foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração, condição que exigiu cuidados intensivos.
Durante o período mais crítico, o ex-presidente permaneceu 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A transferência para um quarto ocorreu na última segunda-feira (23), após melhora consistente no quadro respiratório e estabilidade dos sinais vitais.
De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento, a evolução registrada nos últimos dias permitiu iniciar o planejamento de alta, condicionado ao encerramento do tratamento medicamentoso e à ausência de intercorrências.
A equipe médica já trabalha com uma programação estruturada para a saída do hospital. A alta deve ocorrer entre a manhã e a tarde de sexta-feira, caso o quadro permaneça estável.
Mesmo com a liberação, Bolsonaro deverá seguir sob acompanhamento médico contínuo em ambiente domiciliar, que está sendo adaptado para reduzir riscos à saúde. Entre as medidas adotadas, está a instalação de uma cama adequada para minimizar episódios de refluxo — apontado como uma das principais preocupações clínicas atuais.
Especialistas destacam que, embora o ambiente doméstico seja considerado mais confortável, não oferece o mesmo nível de suporte hospitalar, o que exige monitoramento rigoroso nos primeiros dias após a alta.
A previsão de alta ocorre em paralelo a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias ao ex-presidente. A medida foi tomada com base nas condições de saúde apresentadas durante o período de internação.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, e estava detido antes da internação. A transferência para o regime domiciliar levou em consideração a necessidade de continuidade do tratamento fora do ambiente prisional.
Essa não é a primeira intercorrência médica enfrentada pelo ex-presidente desde sua prisão. Em episódios anteriores, Bolsonaro apresentou quadros de vômito, tontura, queda de pressão arterial e até trauma após queda dentro da cela, o que demandou atendimentos médicos sucessivos.
Em janeiro deste ano, chegou a ser internado após bater a cabeça em um móvel enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. Posteriormente, foi transferido para a Papudinha, unidade que oferece suporte médico contínuo, incluindo fisioterapia e acompanhamento clínico 24 horas.
Neste momento, o quadro é considerado clinicamente controlado, sem sinais infecciosos ativos e com evolução favorável, o que sustenta a expectativa de alta nas próximas horas. Ainda assim, a equipe médica mantém cautela: a observação nas próximas 24 horas será determinante para confirmar a liberação hospitalar.
O caso segue sendo acompanhado de perto tanto pela equipe médica quanto por autoridades judiciais, dada a interseção entre o estado de saúde do ex-presidente e sua situação penal.








