Morreu neste domingo (18), aos 73 anos, o ex-deputado Raul Jungmann. A morte foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), da qual era diretor-presidente.
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O político enfrentava um câncer no pâncreas e estava no hospital desde sábado (17) após diversas internações.

Trajetória política de Jungmann
Ele colecionou diversos cargos na política brasileira ao longo de seus anos de atuação. Foi ministro em quatro ocasiões e teve três mandatos como deputado federal por Pernambuco.
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, esteve no comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Política Fundiária. Já na gestão de Michel Temer, era responsável pelo Ministério da Defesa e, em 2018, assumiu o recém-criado Ministério da Segurança Pública, tornando-se o primeiro titular da pasta.
Atuação na Segurança Pública e Defesa
Em sua passagem pelo Ministério da Segurança Pública, coordenou ações federais enquanto diversos estados lidavam com aumento da crise de segurança. Jungmann também foi responsável por conduzir operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em situações excepcionais.
Enquant esteve à frente do Ministério da Defesa, atuou na relação entre o governo civil e os comandos militares, em um período de transição institucional após o impeachment de Dilma Rousseff, que era presidente na época.
Histórico de mandatos e militância
Em 2002, a projeção nacional como ministro impulsionou sua eleição para a Câmara dos Deputados. Ele conseguiu a reeleição em 2006 e voltou ao Legislativo em 2015, cumprindo mandato até 2016. Também ocupou cargo de vereador do Recife, após eleição em 2012.
No Congresso, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou possíveis irregularidades na compra de ambulâncias, e participou da Frente Brasil Sem Armas, atuando como referendo de 2005 diante da comercialização de armas de fogo.
Durante sua juventude, Jungmann militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo de sua carreira partidária, já passou por MDB, PPS e PMDB, atuando diretamente em debates relacionados à democracia, instituições e políticas públicas.
Ibama e investigações arquivadas
Antes de atuar novamente no Executivo federal, ocupou o cargo de presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante sua trajetória, chegou a ser investigado por suspeitas de irregularidades em contratos de publicidade no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas os inquéritos foram posteriormente arquivados pela Justiça Federal.
IBRAM e o setor mineral
Assumiu o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) em 2022. Em sua atuação, conduziu uma agenda voltada à institucionalidade do setor mineral, ao diálogo com órgãos públicos e à incorporação de práticas ambientais, sociais e de governança.
Sob sua gestão, a entidade reforçou sua atuação em temas ligados à transição energética e à segurança jurídica da mineração no país.

Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação ocorrerão em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos, em Brasília, conforme comunicado do IBRAM.









