Neste domingo, primeiro de março, um míssil balístico foi lançado por forças iranianas, e atingiu uma área residencial da cidade de Beit Shemesh, no centro de Israel, deixando pelo menos oito mortos e dezenas de feridos, segundo informações oficiais e equipes de resgate no local.
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O ataque, que atingiu diretamente um edifício e um abrigo público utilizado por civis, ocorreu em meio a uma série de ofensivas mísseis e drones que Teerã vem disparando contra territórios israelenses desde o fim de semana. Autoridades de emergência confirmaram que 28 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, incluindo crianças, e que equipes de resgate ainda trabalham para localizar possíveis sobreviventes sob os escombros.
Moradores da região relataram momentos de pânico após o impacto, com explosões que derrubaram paredes, carros incendiados e nuvens de fumaça cobrindo ruas residenciais. “Foi tudo muito rápido, ouvimos o estrondo e logo depois veio o desmoronamento. Não sabíamos se conseguiríamos sair a tempo”, contou um morador que presenciou a cena.
O governo israelense atribuiu o lançamento do míssil diretamente a ordens de Teerã como retaliação à ofensiva liderada por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos iranianos na semana anterior. Ataques combinados haviam matado altos líderes militares do Irã e provocado uma resposta em larga escala da República Islâmica.
Em um comunicado à imprensa, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que a escalada representa “uma grave ameaça à segurança nacional” e ressaltaram que os sistemas de defesa antiaérea, embora eficazes em interceptar muitos projéteis, não foram capazes de deter todos os mísseis disparados contra áreas urbanas.
A comunidade internacional manifestou preocupação com o avanço da violência e a possibilidade de uma guerra em maior escala no Oriente Médio. Organizações de direitos humanos e diplomatas têm apelado por cessar-fogo imediato e negociações de paz, destacando o risco crescente para civis de ambos os lados.
Este ataque representa um dos episódios mais mortíferos desde o início da atual onda de confrontos entre Teerã e Jerusalém, cuja intensidade tem aumentado após meses de tensão envolvendo alianças regionais e ações militares conjuntas.









