O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou recentemente que a entidade não deve interferir em conflitos geopolíticos, em meio a pressões envolvendo seleções como Israel e o possível boicote na participação do Irã na Copa do Mundo FIFA 2026.
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Durante posicionamento oficial em uma reunião do Conselho da Fifa realizada nesta quinta-feira (19), Infantino destacou que a FIFA “não pode resolver problemas geopolíticos”, mas que busca utilizar o futebol como ferramenta de união e promoção da paz entre os países. A declaração ocorre em um momento de tensão internacional e debates sobre possíveis boicotes ao torneio.
A entidade tem sido pressionada a tomar medidas mais duras contra federações envolvidas em conflitos, mas optou por manter uma postura de neutralidade, defendendo que o papel do futebol é aproximar nações, e não atuar como agente político.
No entanto, a posição atual da FIFA levanta questionamentos por conta de um precedente recente. Em 2022, após a invasão da Ucrânia, a entidade, em conjunto com a UEFA, decidiu suspender a Seleção Russa e clubes do país de competições internacionais.
Na época, a decisão foi tomada em meio a forte pressão internacional. Diversas seleções europeias se recusaram a enfrentar a Rússia, o que inviabilizou sua participação nas competições e levou à exclusão do país do cenário esportivo global.
Anos depois, o próprio Infantino passou a questionar a eficácia da medida. O dirigente afirmou que o banimento “não alcançou nada” e apenas gerou mais frustração e ódio, além de defender que o futebol não deveria punir países por ações de seus líderes políticos.
A comparação entre os dois momentos evidencia uma mudança de discurso da entidade. Enquanto em 2022 a FIFA adotou uma postura ativa diante de um conflito internacional, atualmente reforça a ideia de neutralidade e evita intervenções diretas em cenários semelhantes.
O tema segue em debate no futebol mundial sobre o papel da FIFA em questões políticas. De um lado, há quem veja incoerência nas decisões da entidade, principalmente após Donald Trump, presidente dos EUA envolvido no conflito ao lado de Israel contra o Irã, receber o primeiro “Prêmio da Paz da Fifa” em 5 de dezembro de 2025, entregue pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 em Washington, D.C.. De outro lado, existe a justificativa de que cada contexto envolve pressões e circunstâncias diferentes, que influenciam diretamente as medidas adotadas.








