Um dos nomes mais importantes da formação do Brazilian Storm, Alejo Muniz anunciou nesta segunda-feira (9) que a temporada de 2026 será a última de sua carreira como surfista profissional e também sua despedida do Championship Tour (CT), a elite da WSL.
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Aos 35 anos e prestes a completar 36 no próximo dia 22, Alejo é atualmente o brasileiro mais experiente entre os atletas do CT e encerra um ciclo que atravessou diferentes gerações do surfe mundial, incluindo momentos decisivos para o Brasil.
A edição de 2026 marcará também o retorno do circuito ao formato tradicional de pontos corridos, após cinco temporadas com mudanças no sistema. O calendário contará com 11 etapas, começando em Bells Beach, na Austrália, em 1º de abril, e terminando novamente em Pipeline, no Havaí, em dezembro.
Além de Alejo, o Brasil já tem presença garantida com Yago Dora, Italo Ferreira,Filipe Toledo, Gabriel Medina, Miguel Pupo e João Chianca. Outras vagas ainda podem ser confirmadas pelo Challenger Series, comSamuel Pupo e Mateus Herdy atualmente dentro da zona de classificação, restando apenas uma etapa.
Carinho de campeões e reconhecimento internacional
A WSL também publicou um vídeo especial reunindo mensagens de grandes nomes do esporte para celebrar a trajetória do veterano. Entre os depoimentos estão Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, além de atletas como Taj Burrow e Michel Bourez.
Do lado brasileiro, o sufista recebeu elogios de Gabriel Medina, Yago Dora, Miguel Pupo eAdriano de Souza, reforçando o peso do surfista na história recente do país dentro do Tour.
Peça-chave no primeiro título mundial do Brasil
A importância de Alejo na construção da era dourada do Brasil vai além da consistência no CT. Ele teve papel fundamental no caminho para o primeiro título mundial brasileiro, conquistado por Gabriel Medina em 2014.
Na etapa final daquela temporada, em Pipeline, Muniz protagonizou um dos momentos mais marcantes da campanha ao eliminar, em sequência, Kelly Slater e Mick Fanning, dois dos principais rivais de Medina na disputa pelo troféu.
Uma carreira marcada por talento, lesões e retorno improvável
Nascido na Argentina, mas criado no Brasil desde criança, Alejo entrou no CT pela primeira vez em 2011, ano em que já encerrou a temporada entre os dez melhores do ranking. Depois disso, manteve-se por mais cinco temporadas consecutivas na elite.
A saída do circuito veio em 2017, e o retorno acabou sendo adiado por uma sequência pesada de problemas físicos. Lesões e cirurgias nos dois joelhos interromperam a carreira e transformaram o recomeço em um desafio longo , que durou oito anos.
Mesmo assim, Muniz insistiu. E conseguiu voltar ao CT em 2025, após se classificar pelo Challenger Series. Na última temporada, mostrou resistência e regularidade para fechar o ranking em 22º, garantindo permanência e, agora, sua última dança no Tour.








