Além do vexame histórico de se tornar a primeira campeã mundial a ficar fora de três Copas do Mundo consecutivas, a Seleção Italiana de Futebol terá um impacto significativo também fora de campo. A ausência no Mundial representa um duro golpe financeiro. De acordo com a Federação Italiana de Futebol (FIGC), a perda estimada chega a 30 milhões de euros (cerca de R$ 180 milhões).
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Prejuízo em três frentes
O impacto financeiro se divide em três pilares principais: multas previstas em contratos com patrocinadores, ausência de premiação pela participação na Copa do Mundo e queda nas receitas comerciais, como venda de produtos licenciados, ingressos e novos acordos de patrocínio.
Reportagem da La Gazzetta dello Sport destaca o uso do termo “malus”, expressão de origem latina que indica penalidades por desempenho esportivo abaixo do esperado. Nesse cenário, a FIGC projeta perdas de cerca de 9,5 milhões de euros (R$ 57,1 milhões) apenas com essas cláusulas contratuais.
Além disso, a federação estimava arrecadar aproximadamente 10 milhões de euros (R$ 60 milhões) com a venda de camisas oficiais, ingressos e outros produtos licenciados, impulsionados especialmente pelo potencial do mercado norte-americano e pelo alcance global da competição.
A ausência na fase de grupos também retira da Itália ao menos 9 milhões de euros (R$ 27 milhões) em premiação direta da FIFA. Esse valor poderia crescer consideravelmente em caso de avanço no torneio, com cifras progressivas que chegam a até 45 milhões de euros para o campeão.
O cenário agrava ainda mais a frustração italiana, sobretudo considerando que a equipe teria um grupo teoricamente acessível, ao lado de Seleção do Canadá, Seleção do Catar e Seleção da Suíça. Vale lembrar que, além dos dois primeiros colocados, os oito melhores terceiros também avançam ao mata-mata.
Tetracampeã em crise
A Itália não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, quando foi eliminada ainda na fase de grupos, no Brasil. Na ocasião, a Azzurra somou apenas três pontos: venceu a Seleção da Inglaterra, mas foi derrotada pela Seleção da Costa Rica e pela Seleção do Uruguai.
Tetracampeã mundial — com títulos em 1934, 1938, 1982 e 2006 —, a seleção italiana também acumula dois vice-campeonatos, em 1970 e 1994, ambos diante da Seleção Brasileira de Futebol, o último decidido nos pênaltis.
Bastoni vive noite decisiva
Pivô da eliminação que confirmou a terceira ausência consecutiva em Copas, o zagueiro Alessandro Bastoni protagonizou um episódio decisivo. Titular da Internazionale, o defensor foi expulso aos 40 minutos do primeiro tempo na partida contra a Seleção da Bósnia, quando a Itália vencia por 1 a 0 — resultado que garantiria a classificação.
Ao cometer falta por trás em Amar Memić e impedir uma chance clara de gol, Bastoni recebeu cartão vermelho do árbitro Clément Turpin. Com um jogador a menos, a equipe sofreu o empate na etapa final e acabou eliminada nos pênaltis.
A partida marcou o jogo de número 43 de Bastoni pela seleção italiana — e sua primeira expulsão. Considerado um dos principais defensores do país nos últimos anos, o zagueiro acabou associado diretamente ao resultado que amplia uma das fases mais turbulentas da história recente da Azzurra.









