O cenário do mercado financeiro tem influenciado diretamente o comportamento de investidores, empresários e famílias brasileiras. Cenários de mudança na selic, diferentes previsões para inflação e bolsa em boa cotação faz com que as pessoas anime em tomar decisões de longo prazo, não apenas em investimentos, mas também em planejamento patrimonial e proteção financeira.
Segundo Daniel Neves, CEO e fundador da Avantar, momentos que não trazem tanta previsibilidade, fazem as pessoas tomarem decisões mais estruturadas, principalmente entre empresários, empreendedores e profissionais autônomos. Para ele, quando a economia dá o mínimo sinal positivo, as pessoas ja passam a pensar não só em ganhar dinheiro, mas também em preservar o que já foi conquistado.
“Existe uma pergunta que faço com frequência: se amanhã acontecer algo inesperado, o que acontece com tudo que você construiu? Muitos ainda não têm essa resposta”, afirma.
Dados de entidades do setor mostram que a preocupação com proteção financeira ainda é menor do que o necessário. Hoje mais da metade dos brasileiros não possui seguro de vida ou proteção patrimonial. Entidades de previdência apontam que a previdência privada ainda é utilizada por uma parcela reduzida dos trabalhadores, mesmo entre pessoas com renda mais alta. Para especialistas, o cenário econômico mais estável pode ser uma oportunidade para mudar esse comportamento.
Na avaliação de consultores do setor, a confiança maior na economia também impacta diretamente a atuação de sócios-franqueados e profissionais que trabalham com planejamento financeiro. Com clientes mais dispostos a organizar as finanças, cresce a demanda por estratégias que combinem diferentes produtos, como seguros, consórcios, planos de saúde e previdência privada, dentro de um planejamento estruturado de longo prazo pensando em todas as fazes da vida.
O consórcio, por exemplo, tem sido cada vez mais utilizado não apenas para aquisição de bens, mas também como ferramenta de organização financeira e formação de patrimônio. Relatórios recentes do setor mostram que o volume de créditos ativos no Brasil supera centenas de bilhões de reais, indicando que o modelo tem ganhado espaço entre investidores que buscam alternativas ao financiamento tradicional.
Outro ponto que ganha destaque em períodos de maior estabilidade é a preocupação com gestão de risco. Especialistas afirmam que eventos inesperados, como problemas de saúde, acidentes ou perdas patrimoniais, continuam sendo um dos principais fatores de desequilíbrio financeiro para famílias e empresas. Por isso, a tendência é que a melhora no ambiente econômico venha acompanhada de maior procura por seguros e planos de proteção.
Para Daniel, o momento atual favorece decisões mais racionais e menos impulsivas. Segundo ele, quando há menos pressão imediata, empresários e famílias conseguem olhar para o futuro com mais clareza. “O erro mais caro no planejamento financeiro costuma ser não decidir. As pessoas trabalham para construir patrimônio, mas muitas vezes deixam de proteger o que trabalharam tanto para conquistar, não faz sentido algum essa decisão, ou essa não decisão”, diz.
A expectativa do setor é que, com a continuidade de um ambiente econômico mais previsível, aumente o número de brasileiros que adotam estratégias completas de gestão de riscos e planejamento financeiro. A combinação entre investimento, proteção e organização patrimonial tende a ganhar espaço, especialmente entre empreendedores, profissionais liberais e famílias que buscam mais segurança no longo prazo.









