Em entrevista à CNN, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva militar contra o Irã ainda não atingiu seu estágio mais intenso e que novas operações estão prestes a ocorrer. A conversa foi conduzida pelo jornalista Jake Tapper na manhã desta segunda-feira (2).
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A declaração ocorreu após o presidente discursar durante sessão conjunta no Capitólio dos EUA, em Washington, DC. Durante a entrevista telefônica, Trump abordou o andamento do conflito, a reação de países do Oriente Médio, o cenário político interno do Irã e o histórico recente das relações entre os dois países.
O presidente afirmou que as forças norte-americanas já exercem forte pressão militar sobre o Irã, mas indicou que a fase mais intensa do confronto ainda não começou.
“Estamos dando uma surra neles”, declarou. “Acho que está indo muito bem. É muito poderoso. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as.”
Ao comentar os próximos passos da operação, Trump sinalizou intensificação das ações militares.
“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve.”
Sobre a duração do conflito, ele indicou expectativa de campanha relativamente curta: “Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma.”
Trump destacou como principal surpresa do conflito a amplitude da resposta iraniana contra países árabes aliados dos Estados Unidos.
“Ficamos surpresos”, afirmou. “Dissemos a eles: ‘Nós damos conta disso’, e agora eles querem lutar. E estão lutando agressivamente.”
Entre os países citados estão Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. Segundo o presidente, ataques iranianos contra alvos civis e estruturas urbanas nesses territórios teriam ampliado o envolvimento regional.
“Eles atiraram em um hotel, atiraram em um prédio de apartamentos. Isso só os enfureceu”, disse. “Eles estavam observando. Não havia motivo para se envolverem.”
O presidente afirmou que ataques iniciais teriam atingido integrantes da estrutura de comando iraniana, provocando incerteza política.
“Não sabemos quem é a liderança. Não sabemos quem eles vão escolher”, declarou. “Eles nem sabem quem os está liderando agora.”
Trump afirmou que dezenas de integrantes da elite política e militar teriam sido mortos nos primeiros ataques.
“Eles ficaram um pouco arrogantes ao se reunirem todos em um só lugar. Achavam que eram indetectáveis. Não eram indetectáveis.”
O presidente também comentou tentativas de negociação com o governo iraniano, afirmando que não houve avanços.
“Não conseguimos fazer um acordo com essas pessoas”, disse. Segundo ele, propostas diplomáticas eram seguidas por recuos nas negociações.
Trump apontou o programa nuclear iraniano como principal ponto de tensão.
“Eles tinham todo aquele material enriquecido”, afirmou. “Não estavam dispostos a nos dar o que pedimos.”
Ele reiterou críticas ao acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, classificando o entendimento como insuficiente para conter o avanço tecnológico iraniano.
“Aquele acordo era tão ruim que era um caminho para a bomba.”
Ao contextualizar a ofensiva atual, Trump mencionou operações militares anteriores conduzidas pelos Estados Unidos contra lideranças iranianas, incluindo a morte do general Qasem Soleimani em 2020.
“Ele era um general incrivelmente violento e cruel”, afirmou. “Se isso não tivesse acontecido, talvez você não tivesse Israel hoje.”
Segundo o presidente, a campanha atual integra uma estratégia de longo prazo.
“Este é o caminho para lidar com o Irã. Não precisamos nos preocupar com acordos.”
A entrevista reforça a sinalização de continuidade das operações militares e indica possibilidade de escalada nas próximas semanas. A expectativa de uma ofensiva mais intensa, combinada à ampliação regional do confronto, sugere um cenário de instabilidade prolongada no Oriente Médio.
Antes de encerrar a conversa, Trump reiterou sua avaliação sobre o andamento da campanha:
“Então está indo bem.”









