Os protestos no Irã ganharam força nas últimas semanas e já são considerados os maiores desde 2009. Imagens de mulheres queimando o hijab em público se espalharam pelas redes sociais e veículos internacionais, transformando o ato em símbolo da resistência contra a obrigatoriedade do véu islâmico e contra o regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.
LEIA TAMBÉM: (Não) Descanse em paz: cadáveres entram no mercado da beleza
A mobilização começou no fim de 2025, inicialmente motivada pela crise econômica e pela forte desvalorização da moeda local, mas rapidamente passou a questionar a legitimidade do governo e a exigir mudanças políticas profundas.
Em Teerã e em outras cidades, milhares de pessoas se reuniram em praças e avenidas, desafiando as forças de segurança. A repressão foi imediata e violenta, com dezenas de mortos e centenas de presos relatados por organizações de direitos humanos. Para tentar conter a mobilização, o governo bloqueou o acesso à internet em várias regiões, dificultando a comunicação entre manifestantes.
Organizações de direitos humanos denunciam violações sistemáticas e pedem sanções mais duras contra Teerã. Os Estados Unidos alertaram que poderiam agir militarmente caso a repressão contra civis se intensifique, aumentando a pressão externa sobre o regime. Em pronunciamento recente, o aiatolá Ali Khamenei afirmou que não pretende recuar diante das manifestações, reforçando a postura de enfrentamento.
Mesmo sob repressão, os protestos continuam a crescer e deixam o futuro político do Irã em aberto.









