O grupo Hamas rejeitou nesta terça-feira (18) a aprovação do plano de paz na Faixa de Gaza pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a aprovação do texto.
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O plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para finalizar a guerra entre Israel e Hamas foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira (17).
Reações divergentes
O Hamas afirmou que o plano adotado pelo Conselho de Segurança da ONU é enviesado para Israel e não atende aos interesses dos palestinos. Ainda na segunda-feira, o grupo havia dito que se recusa a entregar as armas – justamente um dos pontos que estão plano de Donald Trump.
“Essa resolução adota integralmente o lado israelense e ignora completamente o lado palestino e os interesses do povo palestino em Gaza. Netanyahu não quer continuar com o acordo de cessar-fogo, e sim impor sua visão para a Faixa de Gaza e toda a região”, afirmou o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, à agência de notícias Reuters.
Já Benjamin Netanyahu afirmou em publicações na rede social X nesta terça-feira que “aplaude Trump e seu time devoto e incansável”. Além disso, voltou a mencionar o retorno dos corpos de reféns restantes que o Hamas ainda não entregou e pediu a expulsão do grupo de Gaza.
“Acreditamos que o plano do presidente Trump abrirá caminho para paz e a prosperidade porque insiste na desmilitarização, desarmamento e desradicalização totais de Gaza”, afirmou Netanyahu em publicação no X.
A Autoridade Palestina também elogiou a aprovação do plano de paz para Gaza e disse estar pronta para a imediata implementação no território – apesar de não deter o controle do território que foi palco do conflito, apenas de algumas partes da Cisjordânia.
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Plano de paz: aprovado pela ONU
A votação para aprovação do plano dos EUA foi um passo crucial para o frágil cessar-fogo e para os esforços de delinear o futuro de Gaza após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas.
O plano de cessar-fogo de 20 pontos do presidente Donald Trump contou com 13 votos a favor da resolução, 0 contra e 2 abstenções – da China e Rússia.
O plano prevê um Conselho de Paz ainda a ser estabelecido como autoridade de transição, presidido por Trump. Além disso, a resolução também autoriza a força de estabilização e lhe confere um amplo mandato, incluindo a supervisão das fronteiras, a garantia da segurança e a desmilitarização do território. A autorização para força e o conselho expira no final de 2027.
O texto criado pelos Estados Unidos prevê algumas medidas, entre elas:
- a reconstrução de Gaza;
- a entrada de uma força internacional de estabilização para garantir a segurança no território;
- o desarmamento do grupo Hamas; e
- um possível caminho futuro para um Estado palestino independente.
Porém, após a aprovação, o grupo Hamas afirmou que rejeita a resolução. Segundo o Hamas, a resistência contra Israel por todos os meios é “legítima” e, portanto, o grupo se recusa a entregar as armas.









