O Irã anunciou nesta quinta-feira (15) que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, não será condenado à morte após sua recente detenção no país.
Após ameaça de intervenção militar pelo governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, o governo iraniano retirou a acusação de execução do manifestante.
O que aconteceu?
Erfan Soltani foi preso por “conspirar contra a segurança interna” do Irã, crime para o qual não há pena de morte, segundo o judiciário local.
Ele também foi condenado por atividades de propaganda contra o regime, segundo o mesmo comunicado, citado pela mídia estatal.
Antes da divulgação dessa informação, a Organização Hengaw para os Direitos Humanos disse, citando familiares de Soltani, que o enforcamento marcado para ontem foi adiado.
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Ontem, o presidente norte-americano incentivou os manifestantes no Irã a manter o movimento e derrubar as autoridades da República Islâmica, cuja repressão aos protestos já deixou cerca de 3.500 mortos, segundo a organização humanitária Iran Humans Rights (IHR).
Donald Trump disse que considera fazer ataques aéreos contra o Irã para deter a repressão contra os manifestantes.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse, no entanto, que o canal para a diplomacia segue aberto e que, em conversas privadas com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, o Irã adotou um “tom muito diferente”.
Em resposta, o embaixador iraniano na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saied Iravani, acusou os EUA de incentivar a desestabilização política e “incitar a violência”.
A declaração de Amiri, na qual ele também disse que os Estados Unidos ameaçavam a soberania e a segurança internacional do Irã, foi divulgada em uma carta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
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Além disso, o presidente dos EUA disse que o país recebeu informações de que o Irã parou execuções. A declaração ocorreu durante uma fala a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Acesse o nosso canal no Telegram“Ouvimos que a matança no Irã parou e não há planos para uma execução ou execuções. Disseram-me isso de uma fonte confiável. Vamos descobrir. Tenho certeza de que, se acontecerem [execuções], ficaremos muito chateados”, disse Donald Trump.
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