O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, das pressões políticas e econômicas impostas por Washington e abandonar qualquer tentativa de derrubar o governo venezuelano.
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A declaração foi feita nesta semana e reforça o posicionamento da China contra intervenções externas em países soberanos especialmente na América Latina.
Segundo o governo chinês, as ações norte-americanas configuram ingerência nos assuntos internos da Venezuela e violam princípios fundamentais do direito internacional, como a soberania nacional e a autodeterminação dos povos.
Xi Jinping destacou que a crise política e econômica do país sul-americano deve ser resolvida exclusivamente pelo povo venezuelano, sem interferência externa.
As ações cometidas pelos Estados Unidos funcionam como um cerco político e econômico ao governo de Nicolás Maduro, agravando a situação social e humanitária no país.
A China também criticou o apoio norte-americano a setores da oposição venezuelana e reiterou que não reconhece iniciativas externas que busquem deslegitimar o governo do país.
O posicionamento da China ocorre após declarações semelhantes feitas pela Rússia, que também condenou o que chamou de tentativas de intimidação contra o governo de Caracas. Os dois países são aliados estratégicos da Venezuela e têm se colocado de forma recorrente contra as políticas norte-americanas na região.
A China reiterou sua oposição ao uso de sanções como instrumento de pressão política e afirmou que essas medidas agravam a crise econômica e social venezuelana, impactando diretamente a população civil. Pequim declarou que continuará defendendo a Venezuela em fóruns internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
A escalada retórica amplia a tensão diplomática entre China e Estados Unidos e reforça a disputa geopolítica entre as duas potências, que se estende à América Latina.









