Principal acusado pelo movimento Me Too, Harvey Weinstein diz que prisão é ‘um inferno’

Em sua primeira entrevista desde que foi preso, o produtor de cinema Harvey Weinstein afirmou ao Hollywood Reporter que a prisão é “um inferno” e negou as acusações de agressão sexual. Em 2017, o cineasta foi o principal acusado pelo movimento #MeToo, que trouxe à tona acusações de assédio e agressão sexual contra homens poderosos do cinema em Hollywood.

Em conversa com o jornalista Maer Roshan, Weinstein disse que teve um comportamento inadequado em relação a mulheres e que usou seu poder de forma arrogante, no entanto insistiu que não cometeu crimes.

“Acho que tentei ser sedutor e fui longe demais. Foi constrangedor e patético. Flirts excessivos, situações ridículas. Mau comportamento e estúpido. Sim. Mas não empurrei ninguém. Não forcei ninguém fisicamente”, declarou Harvey.

No ano de 2020, ocorreu a primeira condenação, que resultou em 23 anos de prisão, mas a sentença foi anulada em 2024 por motivos processuais. Em 2025, um novo julgamento terminou com um veredito mesclado. Já em 2023, o produtor recebeu outra pena, de 16 anos, por estupro e outros crimes após julgamento com júri em Los Angeles, que deverá ser cumprida de forma consecutiva.

Produtor de filmes como Pulp Fiction e Shakespeare Apaixonado, Weinstein foi acusado por mais de 80 mulheres de agressão sexual, estupro e assédio. Agora, aos 73 anos, o ex-produtor cumpre pena no complexo prisional de Rikers Island, em Nova York, e diz temer morrer atrás das grades.

“É inacreditável que, com a vida que tive e tudo o que fiz pela sociedade, não tenham a clemência de me tratar com mais benevolência. Seja o que for que achem que eu tenha feito de errado na vida, não recebi a pena de morte. Vou fazer 74 anos em março. Não quero morrer aqui.” disse Harvey.

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