Karol G revela que sua equipe a aconselhou a não fazer declarações sobre o ICE

Capa da edição de primavera da Playboy, Karol G protagonizou uma das entrevistas mais honestas de sua carreira.

LEIA TAMBÉM: Documentário sobre Suzane von Richthofen é confirmado após vazamento de imagens de pré-estreia

Na conversa com a jornalista Paola Ramos, Karol admitiu que tem o desejo de falar mais sobre as ações do ICE, porém é pressionada a não se manifestar sobre o assunto.

Karol G estampando a capa da edição de primavera da revista Playboy – Foto: Divulgação/Playboy.

Na entrevista, a colombiana falou sobre política, medo e revelou que artistas latinos pagam um alto preço quando decidem fazer determinados comentários nos Estados Unidos.

As pessoas dizem: ‘É melhor você não falar isso.’ Por quê? Porque, se você disser, talvez no dia seguinte receba uma ligação: ‘Ei, vamos retirar o seu visto.’ Você vira alvo, porque algumas pessoas querem mostrar o poder delas… Eu sei que minha equipe me mataria, mas estou disposta a dizer [FORA ICE]. Se eu for honesta com você, isso ultrapassa o limite do que eu preciso fazer para me proteger. Mas, no fim das contas, qual é o meu papel se eu estou nessa posição?”.

Karol G admitiu que sua equipe a aconselhou a não se manifestar sobre o assunto. Afinal, a perda do visto impactaria a vida e a carreira da artista.

Karol, no entanto, diz que aguarda o momento certo para se pronunciar.

Se alguém fizer algo comigo, quero estar firmemente sobre esse palco pela minha comunidade.”

Ela será a primeira mulher latina a ser headliner do Coachella, um dos maiores e mais influentes festivais de música e arte do mundo, realizado anualmente nos Estados Unidos, desde 1999. A artista encerra as noites de domingo, em 12 e 19 de abril deste ano. 

O Coachella, como muitos apontam, não seria apenas um show, mas o momento que ela está guardando para se pronunciar acerca do assunto e ter um impacto significativo.

Autor

  • Diogo

    Diogo Berns é formado em Cinema, com mestrado e doutorado em Estudos da Tradução, na área de adaptações audiovisuais (UFSC). Especialista em Música Litúrgica (UNISAL).
    Professor conteudista, revisor textual, redator e roteirista de games, videoaulas e podcasts na área EaD.
    Possui experiência com audiobooks - voz, direção e edição de som - edição de vídeos, social media e diretor de vídeo institucional.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *