Segundo uma investigação publicada pela Univision, em parceria com o portal espanhol elDiario.es, o cantor Julio Iglesias recebeu acusações de assédio sexual por duas ex-funcionárias. Elas afirmam terem sido vítimas de abusos e humilhações enquanto trabalhavam nas residências do artista.
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Na reportagem, uma das ex-funcionárias, contratada como empregada doméstica, relatou que além dos abusos, ela vivia sob rígidas regras, controle de saídas e proibição de manter contato com pessoas próximas. A jovem dominicana também contou que passou por episódios de agressões físicas e insultos.
Outra ex-funcionária, venezuelana contratada como fisioterapeuta, afirmou ter enfrentado comportamentos invasivos durante as sessões. De acordo com ela, Julio a pressionava a manter relações íntimas sem consentimento, extrapolando os limites profissionais.
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Ambas as ex-funcionárias não tinham contrato formal de trabalho e foram admitidas após uma entrevista informal realizada pelo WhatsApp, na qual foram solicitadas fotografias de corpo inteiro. Os dias de trabalho eram extensos, com cerca de dez horas, e as folgas só eram concedidas após três meses de trabalho. Iglesias exigia que elas permanecessem na casa, alegando que a medida visava evitar o contágio por covid-19.
A investigação ainda apontou que funcionárias eram submetidas a exames ginecológicos, testes de gravidez e HIV, configurando discriminação de gênero e ilegalidade, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e convenções ratificadas pela República Dominicana.
Julio Iglesias não fez nenhuma declaração sobre o caso e não respondeu às tentativas de contato feitas pelos jornalistas dos veículos.









