Buchecha e herdeira de Claudinho se unem em defesa dos repasses de direitos autorais

A viúva e herdeira do espólio do cantor Claudinho, Vanessa Ferreira, se manifestou a respeito da falta de repasses financeiros dos direitos autorais das canções do artista. Esse movimento é um apoio direto às denúncias feitas pela cantora Tati Quebra Barraco, que expôs irregularidades nos pagamentos por parte de editoras.

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O cantor Buchecha, que fazia dupla com Claudinho, se posicionou em apoio à Vanessa e Tati. Ele alegou já ter passado por problemas semelhantes e que, só após processar algumas das editoras citadas pela cantora, ele conseguiu receber os valores.

A gente tem histórias de MCs que morreram na pobreza, mas tinham um suporte, um dinheiro que poderia beneficiar suas famílias, e esse dinheiro não chega.”

Buchecha

Como o caso começou

Tati Quebra Barraco afirmou nas redes que não recebe os repasses do hit “Barraco II”, denunciando que apenas os DJs envolvidos teriam os lucros. Um dos citados, Dennis DJ, pediu desculpas e disse que, caso tenha recebido algum valor que pertencesse à cantora, ele devolveria.

“Na época em que a música foi registrada, no início dos anos 2000, a obra foi equivocadamente atribuída a DENNIS pela Furacão 2000. Assim que tomou ciência do ocorrido, o artista providenciou um documento formal, encaminhado à Link Records, empresa do DJ Marlboro administrada pela NOWA e responsável pela gestão do catálogo, esclarecendo que a autoria da obra não lhe pertencia“, disse Dennis DJ, em nota da assessoria

Capa do álbum Boladona (2004). Foto: acervo pessoal

O principal alvo das acusações é DJ Marlboro, responsável pela produção do álbum Boladona (2004), que foi um divisor de águas na carreira da cantora e um marco do funk nos anos 2000, com a faixa-título presente na novela América (2005). Segundo Tati, o produtor não autoriza o uso das músicas, o que a impediria até mesmo de realizar publicidades.

“Hoje não posso fazer publicidade porque não tem liberação do DJ Marlboro. Vocês não tem noção de quanto eu perco de publicidade. É muita coisa. Por causa de quem? Porque a música não é autorizada. Sendo assim, a Tati não pode trabalhar. Só pode trabalhar se é autorizado…

Tati Quebra Barraco

Em defesa, DJ Marlboro rebateu as acusações, afirmando que a cantora “mentiu ou está sendo enganada”.  Ele disse que só houve um pedido, no ano de 2024, mas que não houve respostas por parte da administradora.

Teve a procura de Boladona para um filme, mas queriam de graça. Se estão todas sendo pagas, a minha vai ser o mesmo valor de todas. De graça, não posso. Então, não foi negada nenhuma publi, como a Tati falou. Só que eu gosto da Tati, amo a Tati. Mas ela não pode mentir. Ou alguém mentiu pra ela e ela tá vendendo essa mentira como se fosse verdade“, disse DJ Marlboro.

Apoio entre famílias

Antes do posicionamento de Vanessa Ferreira, as famílias de Mr. Catra e MC Marcinho já haviam saído em defesa de Tati Quebra Barraco por meio de postagens em redes sociais. A família de Catra afirmou que o artista “nunca recebeu em vida prestações de contas” e, desde sua morte, os herdeiros não receberam os repasses financeiros e relatórios por parte das empresas.

Mr. Catra e Tati Quebra Barraco Juntos. Foto: acervo pessoal

Já a família de MC Marcinho diz que o cantor não pôde gravar um DVD em comemoração aos 30 anos de história no funk pois não podia regravar suas próprias músicas. “Ele teve diversas propostas de propagandas e anúncios negados e seus direitos foram totalmente negligenciados por essas empresas do funk dos anos 1990 e 2000″, diz o texto.

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