O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych acusou o Comitê Olímpico Internacional de traição após a entidade proibir o uso de um capacete com homenagens a amigos mortos na guerra contra a Rússia. Porta-bandeira da Ucrânia na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, o competidor utilizou o equipamento personalizado durante um treinamento oficial na última segunda-feira.
Leia também: São Paulo x Grêmio: tudo sobre o duelo pela 3ª rodada do Brasileirão: Ucraniano acusa COI de “traição” após proibição de capacete com homenagem a mortos na guerraO capacete trazia imagens de integrantes da comunidade esportiva ucraniana que morreram desde o início do conflito. Entre os homenageados estavam o patinador artístico Dmytro Sharpar, morto há dois anos, e o biatleta Yevhen Malyshev, que faleceu em março de 2022. Segundo Heraskevych, alguns deles eram seus amigos próximos.
Após a decisão do COI de vetar o acessório, a Ucrânia apresentou, ao lado do atleta, um recurso contra a proibição. Em publicação nas redes sociais, o ucraniano lamentou a medida e afirmou que a decisão partiu seu coração, destacando que sente que o COI está traindo atletas que fizeram parte do Movimento Olímpico ao não permitir que sejam homenageados na arena esportiva onde nunca mais poderão competir.
Atleta critica mudança de postura do COI
Heraskevych relembrou ainda sua manifestação durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, quando levou uma placa com a frase “Não à guerra na Ucrânia”. Na ocasião, segundo ele, o gesto foi interpretado como um apelo à paz e não resultou em sanções disciplinares.
De acordo com o atleta, o cenário atual é diferente. Ele afirmou que, ao longo dos últimos quatro anos, o Comitê Olímpico Internacional mudou drasticamente sua postura. O ucraniano também declarou ter visto diversas bandeiras russas nas arquibancadas e até no capacete de um atleta, situações que, segundo ele, não foram consideradas violações. Já o seu capacete, que chamou de “capacete da memória”, foi enquadrado como infração por homenagear membros da família esportiva ucraniana mortos desde a última edição dos Jogos.
Aos 26 anos, Vladyslav Heraskevych segue aguardando o desfecho do recurso apresentado, enquanto o episódio amplia o debate sobre manifestações políticas e homenagens em eventos olímpicos em meio ao conflito entre Ucrânia e Rússia.
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