Autoridades esportivas da Ucrânia entraram com pedido para que o Comitê Olímpico Internacional (COI) examine o status de neutralidade de atletas russos, sob a justificativa de que os atletas possuem vínculos militares ou competem em eventos que violam as sanções olímpicas.
LEIA TAMBÉM: Palmeiras vence o Grêmio e se isola na liderança do Brasileirão
O COI permitiu que um número limitado de atletas da Rússia e Bielorrússia participassem dos Jogos de Verão de Paris 2024 e Jogos de Inverno de Milão-Cortina no início de 2026 na condição de neutralidade, sem bandeiras e sem hinos, estando sujeitos a verificação. Essa permissão incluía a proibição dos atletas de ter ligações com militares e/ou terem apoiado a invasão da Ucrânia em 2022.
O Ministro do Esporte, Matvii Bidny, e o chefe do Comitê Olímpico da Ucrânia, Vadym Guttsait, assinaram um documento em que afirmam terem reunido evidências de que alguns atletas desrespeitaram as recomendações estabelecidas pelo COI em 2023, mais de um ano após o início do conflito.
O documento cita “violações sistemáticas” por parte dos atletas e da federação reguladora dos mesmos. Além disso, de acordo com as autoridades, vários atletas tinham ligações militares, apoiaram a invasão e/ou treinaram na Criméia – território ucraniano anexado pela Rússia em 2014.
Também houve a afirmação de que Moscou foi sede de uma competição internacional em novembro de 2025, a organização responsável foi o Conselho Internacional de Esportes Militares, o que viola as regras do COI, um trecho do documento diz:
“isto confirma o envolvimento de estruturas militares russas no movimento desportivo internacional com o objetivo de legitimar a política agressiva da Rússia.”
“O lado ucraniano apela à liderança do COI para que realize uma revisão completa desses fatos e suspenda os indivíduos em questão das competições internacionais.”
Algumas entidades esportivas já flexibilizaram as restrições para atletas russos e bielorrussos, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) permitiu que atletas de ambas as nações participassem dos Jogos Paralímpicos de Milão com um total de 10 atletas; houveram protestos por parte da Ucrânia e outros países.
O presidente da entidade, Andrew Parsons, afirmou que o retorno dos dois países foi definido após um processo democrático em uma votação da assembleia geral da organização. Parsons afirmou durante uma entrevista coletiva antes do início da competição em março:
“Reconheço que essa decisão não foi bem recebida em algumas partes do mundo. Quero ressaltar que o IPC é uma organização democrática, cujas decisões sobre suspensão de membros são determinadas pelos próprios integrantes.”









