A final da Copa Africana de Nações, disputada neste domingo (18), foi marcada por cenas de tensão dentro e fora de campo. Técnico da seleção do Senegal, Pape Bouna Thiaw, foi vaiado por jornalistas marroquinos e abandonou a coletiva de imprensa após a partida, em um desfecho que coroou uma noite de fortes emoções e controvérsias.
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Thiaw era aguardado para explicar a decisão de retirar seus jogadores do campo logo após o apito final do tempo regulamentar, em protesto contra a marcação de um pênalti a favor do Marrocos. No entanto, ao entrar na sala de imprensa, o treinador foi recebido com vaias, enquanto jornalistas senegaleses reagiram com aplausos. Diante do clima hostil e da falta de controle da situação por parte dos organizadores, o comandante deixou o local sem conceder entrevista.
O episódio teve início nos acréscimos da partida, quando o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala, após revisão do VAR, assinalou pênalti para os donos da casa. A penalidade foi marcada após Brahim Diaz ser derrubado por El Hadji Malick Diouf durante a cobrança de um escanteio. A decisão provocou reação imediata dos senegaleses, que deixaram o gramado e chegaram a se dirigir aos vestiários.
Após cerca de 14 minutos de paralisação, a seleção do Senegal retornou ao campo. Na cobrança do pênalti, Diaz desperdiçou a chance ao bater mal, permitindo a defesa do goleiro Edouard Mendy. A partida seguiu para a prorrogação, onde o Senegal conseguiu marcar o gol da vitória e assegurar o título continental.
No centro das cenas caóticas que marcaram a final, Pape Bouna Thiaw pode agora enfrentar sanções da Confederação Africana de Futebol (CAF), que deve avaliar a conduta do treinador e da equipe durante o protesto. Apesar da polêmica, o Senegal celebrou a conquista em uma das decisões mais conturbadas da história recente do torneio.









