“Somos novos na competição, mas nosso early é forte”, diz Brooki após início difícil da Leviatán

Mesmo ainda sem vencer no campeonato, a Leviatán acredita em evolução ao longo da temporada. Em entrevista ao Pontal.360, o jungler Brooki analisou o início complicado da equipe, falou sobre adaptação ao meta, problemas no mid-late game e comentou quais campeões se encaixam melhor no seu estilo de jogo.

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Com uma campanha negativa nas primeiras rodadas, Brooki destacou que o momento faz parte de um processo natural de adaptação, especialmente por se tratar de um elenco jovem. “Somos novos na competição. Eu sou rookie, meu toplaner (Devost) também é rookie. Então acho que é uma questão de adaptação e de entender os pontos em que precisamos melhorar”, explicou.

Apesar das dificuldades iniciais, o jogador demonstrou confiança na evolução do time. Segundo ele, o desempenho nos minutos iniciais das partidas tem sido um ponto positivo.

“Mesmo com um início duro, acredito que vai chegar um momento em que vamos dar esse clique e começar a melhorar, principalmente como equipe. Sinto que nosso early game é forte, aproveitamos bem as janelas que o jogo nos dá e jogamos bem, pelo menos até os 15 minutos.”

O papel do jungler no meta atual

Ao falar sobre as mudanças recentes no jogo e o impacto das missões, Brooki analisou o papel do jungler no meta atual. Para ele, a função exige responsabilidade tanto individual quanto coletiva. “O jungler precisa ficar forte e apoiar principalmente os sidelaners. É um meta focado em mid e top, mas o early geralmente gira mais em torno da botlane”, afirmou.

Segundo o jogador, a botlane ainda é fundamental para criar vantagem no início da partida. “A partir da botlane você consegue mover o suporte, deixar o ADC forte e facilitar as teamfights. Depois, no mid-late game, o foco passa mais para as sidelanes, com a transição dessa vantagem para mid e top.”

Mid-late game e comunicação como desafio

Questionado sobre partidas em que a Leviatán chegou a competir bem, mas acabou derrotada por uma única jogada, Brooki apontou a falta de organização coletiva como o principal problema. “Mais do que jogadas específicas, o que está nos custando é como nos movimentamos em grupo no mid-late game. Falta uma ideia clara de como jogar essas fases e também comunicação.”

Ele explicou que pequenos erros acabam se acumulando. “Quando nos perdemos, perdemos tempo, ouro e XP. Chega um ponto em que, se perdemos uma fight, o jogo acaba, porque fica injogável.”

Campeões e conforto no meta

Sobre o meta atual, Brooki revelou preferência clara por campeões do estilo Bruiser. “Me sinto muito confortável jogando Wukong, Viego, Jarvan, Xin Zhao e Pantheon. Com esses campeões, consigo performar em qualquer momento do jogo.”

Ele também comentou sobre picks off meta, embora admita que o formato das partidas limita esse tipo de escolha.

“Hoje é difícil por ser melhor de um, mas talvez no Fearless Draft isso mude. Picks como Qiyana ou Mundo podem aparecer. A Qiyana é jogável, mas como equipe nos sentimos mais seguros com Bruisers, que conseguem fazer gank.”

Responsabilidade coletiva acima do individual

Ao ser questionado sobre críticas ao desempenho individual, especialmente na top lane, Brooki evitou apontar culpados e reforçou a importância do coletivo. “É um jogo de cinco contra cinco. Não acho que seja culpa de uma pessoa só. Todos precisam se comunicar o tempo todo.”

Para o jungler, a falta de informação clara dentro do jogo acaba refletindo em decisões ruins. “Às vezes não temos as ideias claras ou a informação correta, e isso aparece como erro individual. Mas pode acontecer com qualquer um. Quando esses erros acontecem, a culpa é mais coletiva do que individual.”

Detalhes que definem partidas

Por fim, Brooki analisou uma jogada decisiva envolvendo um engage de Cataclysm na botlane, que acabou resultando em vantagem para a Tristana adversária. “Foi um ponto determinante, porque ali ela conseguiu um item de vantagem. O engage foi bom, mas ficamos muito separados pela ultimate do Rumble, e a posição não era a ideal.”

Segundo ele, a equipe ainda precisa evoluir na leitura das lutas. “Ainda não discutimos bem como queremos lutar, onde lutar e quais situações evitar. Vamos corrigindo isso aos poucos nos treinos. No fim, perdemos aquele jogo por detalhes.”

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