SAFiel promete aporte histórico, em caso de assinatura da diretoria do Corinthians

Nesta terça-feira, os fundadores do movimento SAFiel, Carlos Teixeira, Eduardo Salusse e Maurício Chamati, apresentaram uma proposta considerada histórica para o Corinthians. Em caso de aprovação do modelo de gestão por meio de um memorando de entendimentos, o movimento se compromete a pagar o transfer ban, no valor aproximado de R$ 35 milhões, além de quitar a dívida do clube com a Caixa Econômica Federal, referente ao financiamento de R$ 550 milhões da Neo Química Arena.

Além da divulgação nas redes sociais, a SAFiel informou que enviou formalmente a proposta aos e-mails do presidente Osmar Stabile, de Romeu Tuma Júnior (presidente do Conselho Deliberativo), Miguel Marques e Silva (presidente do Conselho de Orientação – Cori) e Haroldo José Dantas (presidente do Conselho Fiscal).

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A proposta apresentada pelo trio prevê uma reformulação profunda no modelo de gestão do Corinthians, acompanhada da quitação de dívidas estratégicas do clube. Entre elas, destacam-se o transfer ban, relacionado à contratação do zagueiro Félix Torres, e o débito com a Caixa Econômica Federal, vindo do financiamento da Neo Química Arena. O aporte funcionaria como um adiantamento financeiro: caso o projeto seja aprovado, o montante total de cerca de R$ 585 milhões seria convertido em ações da futura SAF do Corinthians. Em caso de rejeição, o clube teria de devolver integralmente os valores aos investidores.

O memorando descrito pela SAFiel também autoriza a busca por novos investidores para a SAFiel, além da realização de uma auditoria independente, que teria como objetivo esclarecer a real situação financeira do clube, atualmente estimada em R$ 2,7 bilhões em dívidas.

Vale ressaltar que a aprovação do memorando é apenas o primeiro passo para a eventual implementação do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Corinthians. O projeto ainda depende de uma mudança estatutária, que permita o modelo no Timão. Além disso, mesmo com eventual aprovação dos sócios, Corinthians e SAFiel precisariam do aval da Caixa Econômica Federal. Isso porque, após a renegociação da Arena em 2022, o então presidente Duílio Monteiro Alves ofereceu receitas futuras do clube como garantias na negociação, esbarrando em uma eventual gestão de SAF.

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O que é a SAFiel?

A SAFiel é um modelo de negócios que propõe a separação do futebol do clube social, adotando uma gestão profissional e participativa. O projeto prevê o controle do futebol masculino, feminino e das categorias de base, por meio da criação da Invasão Fiel S/A, uma holding voltada à captação de recursos via emissão de ações.

As ações seriam divididas em classes distintas. Sócios do Fiel Torcedor e do Corinthians (Clube Social) teriam direito a voto na SAF. Já investidores externos, que não fazem parte de nenhum dos programas associativos, não teriam direito a voto. O modelo limita a participação acionária com direito a voto a até 1,8% por investidor, como forma de evitar concentração excessiva de poder.

Segundo estimativas apresentadas pelos fundadores em reuniões e apresentações, a SAFiel pode arrecadar mais de R$ 2 bilhões, valores que seriam direcionados para modernização da estrutura de futebol e fortalecimento institucional do Corinthians.

Autor

  • Kalway Almeida

    Apaixonado por esportes desde os 4 anos de idade, transformei esse fascínio em profissão. Atualmente, atuo como redator e repórter cobrindo pautas esportivas no Portal Ponto 360.

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