Protestos, tensão e clássico equilibrado: Santos e São Paulo empatam na Vila Belmiro

Santos e São Paulo empataram por 1 a 1 na noite desta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, na Vila Belmiro, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Em um clássico marcado por protestos da torcida santista, clima tenso e poucas chances claras, Zé Rafael abriu o placar para o Peixe nos acréscimos da primeira etapa, enquanto Calleri deixou tudo igual no segundo tempo.

O resultado mantém os dois clubes sob pressão neste início de competição, especialmente o Santos, que soma apenas uma vitória em oito jogos na temporada e segue convivendo com desconfiança nas arquibancadas.

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Clima pesado antes e durante o clássico

Antes mesmo da bola rolar, o ambiente na Vila Belmiro já era de insatisfação. A campanha irregular do Santos refletiu diretamente no público, com pouco mais de 10 mil torcedores presentes, número abaixo do esperado para um clássico. A principal torcida organizada iniciou a partida em silêncio, acompanhando os primeiros 45 minutos sentada, sem cânticos, em forma de protesto contra o presidente Marcelo Teixeira e o diretor executivo Alexandre Mattos.

No intervalo, faixas com críticas à diretoria foram estendidas nas arquibancadas, reforçando o tom de cobrança que tomou conta do estádio. Neymar, em fase final de recuperação de cirurgia no joelho esquerdo, acompanhou o jogo de um camarote, observado como símbolo da esperança por dias melhores.

Primeiro tempo truncado e gol que encerra o protesto

Dentro de campo, o primeiro tempo foi marcado por muito estudo, poucas chances claras e nervos à flor da pele. O Santos tentou assumir a iniciativa, principalmente com Barreal arriscando de fora da área e Gabriel Barbosa buscando espaço próximo ao gol, em lance posteriormente anulado por impedimento.

O São Paulo respondeu aos 13 minutos, quando Calleri apareceu livre na área, mas parou em boa defesa de Gabriel Brazão. A equipe tricolor voltou a assustar em cruzamento de Tapia, afastado por Adonis Frías, que mais tarde recebeu cartão amarelo após falta dura em Calleri.

A melhor oportunidade da etapa inicial foi são-paulina. Após erro na saída de bola de Gabigol, Bobadilla finalizou forte dentro da área, exigindo grande defesa de Brazão. O clima de tensão aumentou com reclamações em campo, xingamentos ao árbitro Anderson Daronco e novas manifestações contra a diretoria santista durante a parada para hidratação.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, o Santos encontrou o alívio. Aos 49 minutos, após rebote em chute de Adonis Frías, Zé Rafael apareceu bem posicionado para finalizar e abrir o placar. O gol encerrou o silêncio da torcida organizada e levou o Peixe em vantagem para o intervalo.

São Paulo cresce no segundo tempo e busca o empate

Na volta do intervalo, o Santos promoveu a entrada de João Basso no lugar de Adonis Frías. Já o São Paulo aguardou até os 15 minutos para mexer, quando Hernán Crespo lançou Lucas Moura, Marcos Antônio e Luciano, dando novo fôlego ao time.

As mudanças surtiram efeito. O Tricolor passou a controlar mais a posse e criar perigo, primeiro em cobrança de falta de Lucas Moura e, logo depois, em jogada decisiva. Após cruzamento preciso de Lucas, Calleri subiu bem e cabeceou para o fundo das redes, empatando o clássico.

O gol esfriou o ímpeto santista e deixou o jogo mais equilibrado até o fim. O Santos ainda tentou reagir com investidas individuais de Miguelito, além de uma finalização de Barreal por cima do gol. Nos minutos finais, Luciano ainda arriscou uma bicicleta, sem sucesso, encerrando as chances de mudança no placar.

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Pressão aumenta no Santos e São Paulo segue em reconstrução

Com o empate, o técnico Juan Pablo Vojvoda segue pressionado no comando do Santos. A equipe continua sem apresentar regularidade, mesmo atuando na Vila Belmiro, e vê a paciência da torcida diminuir rodada após rodada. O retorno de Neymar é tratado internamente como fator decisivo para a retomada da confiança e da competitividade.

Do lado são-paulino, o resultado é visto como um respiro em meio ao processo de reconstrução administrativa após a mudança na presidência. Apesar de uma vitória e um empate contra o Santos em poucos dias, o time de Hernán Crespo ainda demonstra carência de soluções ofensivas e depende da chegada de reforços para elevar o nível de competitividade ao longo do Brasileirão.

Ficha da partida

Santos 1 x 1 São Paulo
Campeonato Brasileiro, 2ª rodada

Estádio: Vila Belmiro, Santos
Data: quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Horário: 20h, de Brasília

Arbitragem: Anderson Daronco
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Tiago Augusto Kappes Diel
Quarto árbitro: Murilo Tarrega Victor
VAR: Rodrigo Nunes de Sá

Gols: Zé Rafael aos 49 minutos do primeiro tempo; Calleri aos 18 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Adonis Frías, Rony, Gabriel Barbosa, Zé Rafael, João Schmidt e Escobar pelo Santos; Alan Franco pelo São Paulo

Público: 10.280 torcedores
Renda: R$ 602.735,63

Santos: Gabriel Brazão; Mayke, Adonis Frías, Luan Peres e Escobar; João Schmidt, Gabriel Menino e Zé Rafael; Barreal, Rony e Gabriel Barbosa. Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

São Paulo: Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino; Maik, Pablo Maia, Bobadilla, Danielzinho e Enzo Díaz; Tapia e Calleri. Técnico: Hernán Crespo.

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