Presidente da Federação do Irã diz que seleção irá boicotar EUA, não a Copa

O Irã “boicotará os Estados Unidos”, mas “não a Copa do Mundo. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19) pelo presidente da federação iraniana de futebol, Mehdi Taj, em vídeo divulgado pela agência estatal Fars News Agency.

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A participação iraniana no Mundial ainda gera incertezas. A próxima edição da Copa do Mundo FIFA 2026 será disputada em junho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá — sendo a maior parte dos jogos em território norte-americano. Em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, a federação iraniana pretende mandar suas partidas no México.

“A seleção nacional está em período de treinamento na Turquia, onde também disputará dois amistosos. Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo”, afirmou Taj.

Há dois dias, a embaixada do Irã no México sugeriu à FIFA que os jogos da equipe asiática sejam transferidos para sedes mexicanas. Segundo o jornal The Times, porém, a entidade não cogita aceitar a solicitação neste momento.

Atualmente, o Irã está programado para disputar suas partidas da fase de grupos nos Estados Unidos, conforme a tabela oficial. Ainda assim, há conversas em andamento para uma possível mudança de sede.

Transferência dos jogos para o México

Na semana passada, a federação iraniana já havia manifestado desconforto com a possibilidade de atuar em solo norte-americano. Em nota, a FIFA informou que mantém diálogo constante com todas as federações participantes e reiterou que trabalha com o planejamento original, divulgado em 6 de dezembro de 2025.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta semana que o país está preparado para receber partidas envolvendo o Irã, caso seja necessário. Segundo ela, “não haveria problema” em assumir jogos adicionais devido ao cenário internacional.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que o Irã é bem-vindo à competição, mas levantou preocupações com a segurança da delegação. Em publicação na plataforma Truth Social, escreveu:

“Não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, pela própria segurança deles”.

Em resposta, Taj afirmou na última segunda-feira (16) que negocia com a FIFA a transferência dos jogos para o México.

“Quando Trump declarou explicitamente que não pode garantir a segurança da seleção iraniana, certamente não viajaremos aos Estados Unidos”, disse.

A federação iraniana reforçou ainda que nada impedirá a seleção de disputar o Mundial de 2026, mesmo diante das declarações do governo norte-americano.

O impasse ocorre em meio à escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos, após ataques americanos em território iraniano que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.

Internamente, o tema também provoca divergências. O ministro dos Esportes do Irã afirmou que a seleção não deveria atuar em um país que, segundo ele, “matou o líder da nação”.

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Nos últimos dias, outro episódio ampliou a tensão no futebol iraniano: sete jogadoras da seleção feminina pediram asilo na Austrália após críticas do governo por não cantarem o hino nacional durante uma partida da Copa da Ásia Feminina.

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