Polícia apreende caderno de Adriana Prado e vê associação de aliado de Julio Casares no esquema dos camarotes

Em janeiro deste ano, a Polícia Civil, investigando a comercialização clandestina de camarotes do São Paulo Futebol Clube, no Morumbis, apreendeu um caderno que, com o andamento das investigações, trouxe a informação de que Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno seriam sócios informais no esquema.

Marcio Carlomagno – Foto: Reprodução

Marcio Carlomagno, ex-superintendente do São Paulo e aliado de Julio Casares, antes era visto como quem cedeu o espaço do camarote para Mara Casares, mas agora, após apuração dos investigadores, passa a ser considerado membro da sociedade criminosa. A primeira conclusão havia sido fruto dos áudios compartilhados entre Mara, Douglas e Adriana, que deixavam claro a ideia de que quem disponibilizou o camarote clandestino foi Carlomagno.

“Este documento (o caderno) é o elo que une Marcio Carlomagno, a influência de Mara Casares e Douglas Schwartzmann e a operação de Adriana Prado em uma engrenagem sistêmica de saque ao patrimônio”, declarou a Polícia Civil.

No caderno de Adriana Prado, apreendido pelas autoridades, podem ser lidas diversas anotações que fazem referência ao esquema criado dentro do clube. Com a apuração, a Polícia concluiu que as fraudes tiveram início em março de 2023, quando ocorreu o show da banda Coldplay no estádio do Morumbis. Além disso, em uma das anotações, Adriana cita os outros envolvidos no esquema e a divisão de lucros entre eles:

Anotações no caderno de Adriana Prado. Foto: Reprodução

“Vocês me colocaram fora do SPFC”

“Problema: entrega de convites, 25% para cada (Mara/Márcio/Douglas/Eu)”

“Corrupção é só da parte deles? O que pode respingar em mim?”

“Prova material de que o lucro oriundo da exploração clandestina dos camarotes e demais ativos do clube não se tratava de um eventual bônus. O registro demonstra a existência de uma taxa de corrupção fixada e sistêmica, ratificando a estrutura de uma associação criminosa profissionalizada”, afirma o relatório das investigações.

Além das notas sobre as fraudes, a Polícia identificou uma espécie de “ensaio” para o depoimento às autoridades. Em certa página, a investigada escreve a frase “eu não tenho conhecimento de nada”. As investigações sobre o caso seguem, agora com mais provas e dados concretos sobre o envolvimento dos citados.

Autor

  • Livia Souza

    Sou estudante de jornalismo, cursando o 3º semestre na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Procuro sempre novas formas de me comunicar e passar informação de forma clara para o público. Meus maiores interesses são o esporte e a cultura.

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