Em seu aniversário de 36 anos, o Paraná Clube anunciou em suas redes sociais, nesta sexta-feira (19), que concretizou a venda da Sociedade Anônima de Futebol (SAF), após um ano de negociações.
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O acordo já foi protocolado e agora aguarda homologação da Justiça, por estar em Recuperação Judicial.
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O Tricolor da Vila, clube tradicional do Sul do Brasil, viveu risco de falência, retornou à elite do futebol paranaense em 2025 e foi rebaixado novamente para a segunda divisão, somando assim, sua terceira queda em 13 anos.

Recuperação Judicial e acordo com credores
A compradora da SAF é a NextPlay Capital Ltda, que apresentou uma proposta entre R$ 212 milhões e R$ 682 milhões por 90% das ações. A negociação, que chegou a ser interrompida em novembro, foi retomada após um acordo com os credores e a entrada do Banco Genial, principal investidor da empresa.
O que dificultava as tratativas era o pagamento da Recuperação Judicial, que totaliza uma dívida em torno de R$ 132,1 milhões, envolvendo a sub-sede da Kennedy. O patrimônio não pode ser vendido diretamente por se tratar de um terreno doado para fins esportivos e sociais, conforme a lei municipal nº 1550/1958.
Para destravar a negociação, os credores aceitaram alterações no plano de Recuperação Judicial e aprovaram um terceiro plano modificativo. Com isso, a sub-sede da Kennedy será levada a leilão por R$ 60 milhões, quantia destinada exclusivamente ao pagamento da RJ. O banco parceiro da NextPlay poderá igualar eventual proposta superior.

Próximas etapas
A próxima etapa do processo depende da decisão da juíza Mariana Gusso, responsável por homologar o acordo. A análise deve acontecer após o recesso do Judiciário, entre 19 de dezembro e 20 de janeiro.
Com a aprovação da Recuperação Judicial, a expectativa é que a NextPlay efetive a compra da SAF já na próxima temporada. O plano inicial da empresa prevê investimentos mínimos para garantir competitividade ao Tricolor nos campeonatos em que estiver inscrito, com aportes agressivos conforme o calendário esportivo. A projeção é recolocar o clube em uma competição nacional até 2028, com a promessa de investimento de ao menos R$ 21,9 milhões na temporada em que disputar a Série D.









