O Palmeiras está novamente na decisão da Copa Libertadores. Neste sábado, diante do Flamengo, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, o clube disputará o título continental embalado por uma campanha marcada por recordes, atuações consistentes e uma das maiores reviravoltas de sua história. A equipe de Abel Ferreira busca o quarto troféu da competição, resultado de um percurso que uniu regularidade, intensidade e um espírito competitivo inabalável.
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Fase de grupos perfeita
O início do torneio já indicava que o time paulista poderia ir longe. No Grupo G, o Palmeiras foi o único a conquistar 100% de aproveitamento. Em seis partidas, foram seis vitórias, com 17 gols marcados e apenas quatro sofridos, desempenho que garantiu a melhor campanha geral da fase inicial.
A estreia foi com vitória por 3 a 2 sobre o Sporting Cristal, em Lima. Depois, no Allianz Parque, venceu o Cerro Porteño por 1 a 0. Na altitude, superou o Bolívar por 3 a 2 e, na sequência, voltou a derrotar o Cerro, desta vez por 2 a 0. Na penúltima rodada, fez 2 a 0 no Bolívar e fechou a primeira fase com uma goleada por 6 a 0 sobre o Sporting Cristal, o placar mais elástico daquela etapa.
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Esse desempenho deu ao Palmeiras a vantagem de decidir sempre em casa no mata-mata e consolidou a equipe como uma das principais forças do torneio.
Oitavas de final: controle e classificação segura
No primeiro confronto eliminatório, o Palmeiras enfrentou o Universitario. No Peru, construiu grande vantagem ao vencer por 4 a 0, com gols de Gustavo Gómez, Vitor Roque e dois de Flaco López. No Allianz Parque, administrou o resultado e empatou sem gols, avançando com ampla superioridade no placar agregado.
Quartas de final: vitória convincente sobre o River Plate
Nas quartas, o adversário foi o tradicional River Plate. Em Buenos Aires, o Palmeiras mostrou maturidade e venceu por 2 a 1, com gols de Gómez e Vitor Roque. Na volta, em São Paulo, dominou o confronto e ganhou por 3 a 1, com dois gols de Flaco López e mais um de Vitor Roque. O agregado de 5 a 2 refletiu a superioridade da equipe de Abel Ferreira em ambos os jogos.
Semifinal: a virada épica sobre a LDU
O momento mais marcante da campanha veio na semifinal. Após perder por 3 a 0 na altitude de Quito, o Palmeiras chegou ao Allianz Parque com a obrigação de construir uma das maiores viradas da história da Libertadores. E conseguiu. Com postura agressiva e apoio massivo da torcida, o time venceu por 4 a 0, com dois gols de Raphael Veiga, um de Ramón Sosa e outro de Bruno Fuchs. A virada por 4 a 3 no agregado colocou novamente o clube paulista na final e entrou imediatamente para o repertório de jogos inesquecíveis da história alviverde.
Números que embalam o rumo à decisão
Em toda a campanha, o Palmeiras soma 10 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota em 12 jogos, com 30 gols marcados e 9 sofridos. O atacante Flaco López é um dos grandes destaques individuais, chegando à final com 7 gols e disputando a artilharia da competição.
Agora, após superar obstáculos de todos os tipos, o Palmeiras chega a Lima embalado e pronto para disputar a Glória Eterna mais uma vez. O sonho do tetracampeonato está em jogo, e a campanha até aqui mostra que o time soube unir eficiência, coragem e poder de reação para chegar ao último capítulo da Libertadores de 2025.









