O Ministério Público de São Paulo solicitou, nesta terça-feira (6), à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a contratação e a atuação da Reag, atualmente denominada Arandu Investimentos.
A empresa é responsável pela gestão do fundo financeiro que administra a dívida da Neo Química Arena, estádio do Corinthians.
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O pedido foi feito pelo promotor Cássio Conserino, que também conduz investigações envolvendo ex-presidentes do Corinthians, como o caso do uso indevido de cartões corporativos. O ofício foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Acordo com a Caixa e dívida do estádio
A Reag assumiu a gestão do fundo em 2022, durante a administração do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, após a renegociação do contrato entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal. A principal função da gestora é administrar os fluxos financeiros e garantir o repasse dos valores arrecadados pelo clube à Caixa.
Atualmente, o Corinthians acumula uma dívida total de R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 655 milhões referentes ao financiamento para a construção da Neo Química Arena.
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Investigações e suspeitas
A Reag passou a ser alvo da Polícia Federal no âmbito da Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público Federal. A gestora é apontada como suspeita de criar fundos de investimento com o objetivo de blindar o patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que a empresa nega. Além disso, a Reag também aparece em investigações do Banco Central sobre irregularidades envolvendo o Banco Master, com a utilização de fundos administrados pela gestora.
No documento enviado à Polícia Federal, o promotor Cássio Conserino afirma que a investigação é necessária porque grandes quantias de dinheiro estão concentradas em um fundo administrado por uma empresa que já é alvo de apurações. Segundo ele, o objetivo é verificar se essa estrutura financeira pode ter sido usada para esconder dinheiro de origem ilegal ou facilitar a circulação desses valores dentro do sistema financeiro.
O promotor também aponta a possibilidade de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades no sistema financeiro, afirmando que a situação pode representar um risco financeiro relevante. O Ministério Público pediu que a investigação fosse conduzida pela Polícia Federal por envolver a Caixa Econômica Federal, instituição financeira pública que opera com recursos do governo, além da possível repercussão das operações fora do estado de São Paulo.









