O Mirassol viveu uma noite histórica em São Januário. Com uma atuação madura e extremamente eficiente, a equipe paulista venceu o Vasco por 2 a 0, na noite desta terça-feira, e carimbou sua presença inédita na fase de grupos da Libertadores de 2026. O resultado, por outro lado, aprofundou a tensão em São Januário: o time de Fernando Diniz segue ameaçado pelo rebaixamento e perdeu a chance de se garantir matematicamente na Série A.
Os gols da partida saíram apenas na etapa final, em contra-ataques que expuseram a fragilidade defensiva vascaína. Renato Marques abriu o placar e Carlos Eduardo fechou a conta nos acréscimos, selando a classificação e desencadeando uma celebração emocionante no gramado. O técnico Rafael Guanaes chorou, foi abraçado por sua comissão e viu seus jogadores correrem em direção à torcida visitante para festejar mais um capítulo marcante da campanha.
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Cenário da tabela: extremos opostos
Com o triunfo, o Mirassol alcançou 66 pontos e assegurou matematicamente a quarta colocação, posição que garante vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O feito acontece justamente na primeira participação internacional da história do clube, aumentando ainda mais o simbolismo do resultado.
O Vasco, por sua vez, permanece com 45 pontos. A equipe teve chance de espantar o risco de queda, mas desperdiçou a oportunidade e agora chega à última rodada ainda pressionada, obrigada a pontuar ou torcer por tropeços de adversários diretos.
Protestos em São Januário
O clima no estádio, que já era de nervosismo, desabou de vez após o segundo gol dos paulistas. Parte da torcida cruz-maltina protestou contra o desempenho, pediu reação imediata nas semifinais da Copa do Brasil e arremessou copos de cerveja em direção ao gramado, na área onde a delegação do Mirassol se encontrava.
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Primeiro tempo: tensão, poças e um duelo físico
O início de jogo escancarou a estratégia de cada lado. O Mirassol tentou acelerar as transições e chegou a assustar quando Negueba pressionou Léo Jardim e quase arrancou um gol em erro do goleiro. A resposta vascaína veio com a melhor oportunidade da primeira etapa: Rayan acertou um chute forte no canto, mas Walter se esticou todo e salvou.
A forte chuva antes do jogo deixou o gramado pesado, com poças que interferiram diretamente na condução da bola e geraram erros frequentes. Nesse contexto, o Mirassol encontrou brechas no terço final e obrigou Léo Jardim a trabalhar em finalizações de Renato Marques. Já o Vasco até recuperava a bola com pressão alta, mas tinha enorme dificuldade para ultrapassar as duas linhas compactas do adversário.
Segundo tempo: Vasco começa dominante, mas Mirassol decide
Os vascaínos voltaram com mais intensidade e chegaram perto do gol duas vezes: Paulo Henrique exigiu defesa firme de Walter, e Philippe Coutinho arriscou de longe, também parando no goleiro. Mas o ritmo não se sustentou.
Para piorar, Piton — um dos mais lúcidos em campo — deixou o gramado com lesão no joelho esquerdo, mexendo na estrutura ofensiva do time da casa.
A partir dos 20 minutos, o jogo virou. O Mirassol reorganizou as linhas, aproveitou um erro na saída de bola de Pumita e armou um contra-ataque preciso. Renato Marques bateu forte e abriu o placar, premiando o controle paulista naquele momento da partida.
O Vasco tentou responder na base da pressão e dos cruzamentos. Teve grande chance em jogada aérea de Vegetti, que serviu David na marca do pênalti — o atacante, porém, finalizou para fora.
Aos 48 minutos, a pá de cal: mais uma transição rápida do Mirassol, que terminou com Carlos Eduardo driblando Léo Jardim e empurrando para o gol vazio. A festa no gramado começou ali mesmo e só aumentou com o apito final.
Agenda da última rodada
- Mirassol: recebe o Flamengo no Maião, no domingo.
- Vasco: visita o Atlético-MG na Arena MRV, no mesmo dia, precisando pontuar para evitar um desfecho dramático na competição.









