Lanús leva a taça nos pênaltis e Atlético-MG amarga mais um vice

O Atlético-MG voltou a sentir o gosto amargo de uma derrota em final. No Defensores del Chaco, neste sábado, a equipe empatou sem gols com o Lanús durante os 120 minutos e acabou derrotada por 5 a 4 nos pênaltis, ficando com o vice da Copa Sul-Americana 2025.

O resultado amplia uma sequência dolorosa para o clube mineiro. Na temporada passada, o Atlético perdeu a final da Libertadores e também a final da Copa do Brasil. Agora, soma mais um vice em decisões importantes, desta vez em competição continental.

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Domínio sem eficiência

O Atlético-MG controlou a posse de bola, ocupou mais o campo ofensivo e criou as melhores oportunidades do jogo. Dudu, Arana, Bernard e Biel finalizaram ao gol, mas sem a precisão necessária. As tentativas de média distância pouco ameaçaram e as infiltrações não se transformaram em finalizações limpas.

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Na prorrogação, Biel teve as duas chances mais claras da noite. Primeiro, cabeceou fraco para defesa tranquila de Losada. Pouco depois, o goleiro argentino voltou a salvar o Lanús em chute à queima-roupa.

O herói argentino

A decisão foi para os pênaltis e o Lanús contou com a atuação decisiva de Nahuel Losada. O goleiro defendeu três cobranças, incluindo as de Hulk e Biel, e garantiu o bicampeonato do clube na competição. Vitor Hugo desperdiçou a última cobrança, selando o vice mineiro.

Um roteiro repetido

O torcedor do Atlético-MG revive um cenário já conhecido. A equipe joga bem, controla o ritmo, cria mais perigos, mas não consegue transformar o desempenho em título. O desfecho repete a frustração recente.

Em 2024, o Atlético perdeu a Libertadores. Também em 2024, perdeu a Copa do Brasil. Em 2025, perde a Sul Americana nos detalhes. São três finais consecutivas e três oportunidades desperdiçadas.

Consequências

Lanús comemora a taça, o bicampeonato e a vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2026.
O Atlético-MG volta a sentir o peso da frustração e tem pela frente o desafio de reconstruir confiança e competitividade para a próxima temporada.

A final expõe novamente o momento do Atlético-MG. A equipe compete, tem volume e cria, mas não converte. O Lanús foi mais frio, suportou a pressão e decidiu quando precisou. O Galo, que soma mais um vice, vê a sequência de finais perdidas se estender e aumenta a necessidade de respostas rápidas para retomar protagonismo.

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