O empresário Willian Pereira Rogatto, conhecido como “Rei do Rebaixamento” foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por fraudar partidas do campeonato estadual do Distrito Federal em 2024. A sentença foi publicada na última quarta-feira pelo juiz Germano Oliveira Henrique de Holanda.
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Rogatto estava preso preventivamente desde setembro do ano passado quando foi extraditado dos Emirados Árabes Unidos. Permanecerá detido mesmo podendo recorrer da decisão.
A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Distrito Federal, que denunciou os envolvidos por associação criminosa e manipulação de resultados de partidas.
Além do empresário, também, foram condenados Amauri Pereira dos Santos, apontado como seu braço direito, a 11 anos e 10 meses de prisão. Os jogadores Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva, ambos com penas de sete anos de reclusão. Os três poderão recorrer em liberdade.
Já Dayana Nunes Feitosa, ex-presidente do Santa Maria, clube envolvido no esquema, foi absolvida por falta de provas.
Rogatto ganhou notoriedade ao afirmar, sem provas, que teria participado do rebaixamento de 42 clubes do futebol brasileiro. A declaração foi feita durante depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, no Senado, em outubro de 2024.
Durante as investigações, o empresário admitiu participação na queda do Santa Maria para a Série B do Candangão, competição que teria sido alvo do esquema de manipulação.
Relembre o Caso
O empresário, já havia sido investigado anteriormente por suspeitas de manipulação de resultados na Série A3 do Campeonato Paulista. Na ocasião, passou a ser apontado como um dos líderes de esquemas ilegais no futebol brasileiro.
À época da CPI, ele afirmou estar em Portugal. Senadores chegaram a discutir a possibilidade de ouvi-lo no exterior, mas a iniciativa não avançou devido à existência de um mandado de prisão em aberto. Posteriormente, Rogatto viajou para Dubai, onde foi preso e extraditado ao Brasil.









