Um incêndio destruiu parte da cobertura do Velódromo do Parque Olímpico, localizado na Barra Olímpica, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (8). Apesar da gravidade do incidente, não houve feridos. No complexo também funciona o Museu Olímpico do Rio, que praticamente não foi atingido, com exceção de uma sala apenas.
Até a última atualização, as causas do incêndio ainda eram desconhecidas. Um novo foco de fogo chegou a surgir mesmo após o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informar que a situação estava sob controle.
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Os bombeiros foram acionados às 4h17 para o endereço, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno. O subcomandante-geral da corporação, Luciano Sarmento, afirmou que não houve danos estruturais na parte interna do velódromo. “Evitamos uma grande tragédia”, declarou.
Segundo ele, o incêndio teve início na parte externa da cobertura. “Ainda não sabemos as causas, o que será apontado pela perícia, mas é fato que começou na lona. O material sintético derreteu e formou algo semelhante a uma teia”, explicou. Sarmento também destacou a preservação do museu: “Graças à atuação dos bombeiros, conseguimos manter o espaço intacto”.
Ao todo, cerca de 60 militares de seis quartéis participaram da operação de combate às chamas. Como medida preventiva, o vizinho Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado não teve aulas nesta quarta-feira.
Estrutura e importância do Velódromo
O velódromo foi palco das competições de ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Foi a última arena entregue para o evento, ao custo de cerca de R$ 143 milhões, e a única que não recebeu evento-teste antes da Olimpíada.
Desde então, o espaço passou a ser utilizado para treinamentos e atividades esportivas. Atualmente, atende cerca de 4 mil pessoas, a partir dos 6 anos, com oferta de 33 modalidades, incluindo vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, judô, jiu-jitsu, beach tennis e handebol.
O local também abriga treinamentos de seleções nacionais, por meio de parcerias com confederações como a de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além de ser utilizado pela Federação de Ginástica do Rio de Janeiro.
Além do uso esportivo, o velódromo recebe eventos e atividades diversas — foram cerca de 50 apenas em 2025.
Em agosto do ano passado, foi inaugurado no local o Rio Museu Olímpico, um espaço interativo com cerca de 1.700 m² e quase 80 atrações distribuídas em 13 áreas temáticas, reunindo itens como medalhas, tochas e bolas históricas dos Jogos.
O velódromo já havia registrado outros episódios de incêndio em 2017, quando o telhado foi atingido duas vezes por quedas de balões. Na ocasião, os danos foram de menor proporção.








