O atacante Sardar Azmoun, um dos principais nomes da seleção do Irã, não foi convocado para os amistosos da Data Fifa de março após se envolver em uma polêmica fora de campo. A ausência do jogador ocorre dias depois da divulgação de uma foto ao lado de autoridades de Dubai, gesto interpretado como ato de deslealdade em meio à crise política na região.
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Azmoun, que soma 57 gols em 91 partidas pela seleção iraniana, ficou fora da lista de 35 jogadores anunciada pelo técnico Amir Ghalenoei para os confrontos contra Nigéria e Costa Rica. O atacante teve sua ausência tratada como a principal surpresa da lista.
Segundo veículos da imprensa iraniana, o corte vai além de questões técnicas. O jogador publicou recentemente, em suas redes sociais, uma imagem ao lado do governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, em um momento de forte tensão diplomática entre Irã e Emirados Árabes Unidos. A repercussão negativa foi imediata, e a publicação acabou sendo apagada pouco depois.
O episódio ganhou ainda mais peso devido ao contexto geopolítico. Irã e Emirados vivem um período de instabilidade, o que fez com que o gesto fosse interpretado por autoridades e parte da mídia local como inadequado para um jogador da seleção nacional.
De acordo com relatos divulgados pela agência iraniana Fars, uma fonte ligada à equipe nacional indicou que Azmoun teria sido afastado da seleção após o ocorrido, embora a Federação de Futebol do Irã ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre o caso.
Atualmente jogador do Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, Azmoun vê seu futuro na seleção incerto, em um momento delicado que vai além das quatro linhas e evidencia a influência do cenário político no futebol internacional.









