Dorival Júnior mantém mística de “copeiro” e segue imbatível no mata-mata da Copa do Brasil

Dorival Júnior já passou por diferentes momentos no futebol brasileiro, mas existe um torneio em que ele parece se reencontrar ano após ano: a Copa do Brasil. As campanhas recentes e os títulos por três clubes diferentes ajudam a explicar por que o treinador carrega a fama de “copeiro”, mas a consistência nos mata-matas mostra que a história vai além de um rótulo.

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E a caminhada atual reforça isso. Ontem, depois de vencer o Cruzeiro no Mineirão, Dorival deu mais um passo importante para se aproximar do posto de “rei de copas”. O resultado, construído fora de casa e em um dos estádios mais difíceis do país, ampliou a sensação de que o Corinthians cresce justamente nos jogos mais pesados da competição.

A relação de Dorival com o torneio ganhou força em 2010, quando comandou o Santos ao título com um time leve e agressivo. Doze anos depois, em 2022, voltou ao topo pela segunda vez, agora no Flamengo, e repetiu o feito em 2023 dirigindo o São Paulo. Três conquistas por três clubes distintos colocam o técnico em um grupo raro, mas o que mais impressiona é o que veio entre um título e outro. Dorival não sabe o que é ser eliminado antes das semifinais desde as quartas de final de 2016, uma sequência longa demais para ser tratada como acaso.

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No Corinthians, a tendência continua. A equipe soma números defensivos expressivos na atual edição da Copa do Brasil e encontrou na Neo Química Arena um ambiente onde costuma se impor. Historicamente, o clube perdeu apenas uma vez decidindo em casa a vaga para a final, o que reforça o peso do mando em jogos desse tipo. Com Dorival à beira do gramado, essa confiança parece ainda maior.

A soma de fatores ajuda a alimentar a ideia de uma mística. O técnico lê bem o ritmo do mata-mata, administra a pressão, melhora o time durante as fases e consegue fazer seus jogadores compreenderem a importância de cada detalhe em confronto eliminatório. A impressão é de que seus times não apenas disputam a Copa do Brasil; eles se transformam dentro dela.

Enquanto o Corinthians avança, Dorival fortalece mais um capítulo dessa história que já atravessa clubes, elencos, estilos e contextos. Em um torneio em que nervos e estratégia pesam tanto quanto talento, ele continua mostrando que sabe exatamente como navegar.

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