O Prêmio da Paz, nova condecoração criada pela FIFA para reconhecer pessoas que promovem a paz por meio do futebol, voltou a gerar polêmica. Mesmo após a controversa nomeação de Donald Trump como vencedor, a premiação voltou ao centro das discussões por conta de uma nova controvérsia envolvendo a Casa Branca. Segundo fontes europeias, a assessoria do governo norte-americano teria solicitado à FIFA que o prêmio tivesse maior destaque simbólico do que o Prêmio Nobel da Paz e até mesmo do que a taça da Copa do Mundo.
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O pedido atribuído ao governo Trump carrega forte viés político e de autopromoção institucional. À época, Trump nutria a expectativa de ser laureado com o Prêmio Nobel da Paz, citando ações diplomáticas no Oriente Médio, Camboja e Armênia. No entanto, essas iniciativas foram amplamente contestadas, sobretudo em razão de políticas externas controversas, como a postura adotada em relação à Venezuela.
O objetivo da solicitação seria conferir maior “impacto físico” ao Prêmio da Paz da FIFA. Diferentemente do Nobel, que concede apenas uma medalha, a premiação da entidade máxima do futebol entrega ao vencedor um troféu de maior proporção, sendo maior até do que o da Copa do Mundo, além de medalha e certificado. A iniciativa foi duramente criticada por entidades de direitos humanos, que apontaram a medida como uma manobra política da FIFA para promover sua imagem institucional e seus interesses com os Estados Unidos.









