Após 8 anos desde o último título nacional, hoje o torcedor corinthiano pode soltar o grito de “é campeão!”.
Depois do empate sem gols no jogo de ida, na Neo Química Arena, o Corinthians voltou a campo com garra e eficiência. Mesmo com poucas oportunidades, foi cirúrgico: com apenas duas finalizações em direção ao gol, venceu o Vasco por 2 a 1, no Maracanã, e se consagrou tetracampeão da Copa do Brasil.
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Primeiro Tempo
Diferente do primeiro duelo, o Corinthians foi a campo com o meio-campo modificado. O volante Maycon ganhou a vaga de Rodrigo Garro, enquanto o jovem Breno Bidon atuou mais adiantado. A estratégia de Dorival Júnior era clara: reforçar a marcação e apostar em transições rápidas para explorar os espaços deixados pelo Vasco.
A primeira finalização da partida saiu aos 14 minutos, quando Yuri Alberto apareceu no ataque e finalizou à direita do gol defendido por Léo Jardim. Dois minutos depois, o Vasco respondeu em bola parada: Coutinho cobrou falta na área e Rayan cabeceou para fora.
Aos 18 minutos, o Corinthians abriu o placar. Matheuzinho recebeu lançamento preciso nas costas da defesa e encontrou Yuri Alberto, que dominou com liberdade e finalizou sem chances para Léo Jardim. Mesmo em vantagem, o Timão seguiu perigoso nos contra-ataques e quase ampliou aos 26, novamente com Yuri, que desperdiçou boa oportunidade cara a cara com o goleiro.
Empurrado pela torcida, o Vasco cresceu na partida e passou a pressionar. Aos 30 minutos, Coutinho cobrou escanteio e Thiago Mendes obrigou Hugo Souza a fazer boa defesa. A insistência cruzmaltina foi recompensada aos 40 minutos: após erro de passe de Raniele no meio-campo, Andrés Gómez avançou pela direita e cruzou na medida para Nuno Moreira, que empatou de cabeça e incendiou o Maracanã. O primeiro tempo terminou em 1 a 1, refletindo o equilíbrio da decisão.
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Segundo Tempo
O Vasco voltou melhor do intervalo e passou a ocupar o campo de ataque, empurrando o Corinthians para o campo de defesa. A equipe de Fernando Diniz trocava passes e buscava espaços, enquanto o Timão apostava em bolas longas para Yuri Alberto.
O clima esquentou aos 14 minutos, após disputa entre Yuri Alberto e Thiago Mendes, com empurrões e cartões amarelos para ambos os lados. Mesmo sob pressão, o Corinthians foi eficiente. Aos 17 minutos, Breno Bidon fez grande jogada pelo meio, acionou Matheuzinho pela direita, que encontrou Yuri Alberto. O camisa 9 rolou para Memphis Depay, que apenas empurrou para as redes e recolocou o Timão em vantagem.
Após o gol, Fernando Diniz lançou o Vasco ao ataque, com a entrada de Vegetti, enquanto Dorival Júnior respondeu com substituições para fortalecer o sistema defensivo. O Vasco passou a abusar dos cruzamentos e criou boas chances nos minutos finais, mas esbarrou na defesa corintiana e em boas intervenções de Hugo Souza.
Mesmo com pressão intensa e acréscimos prolongados, o Corinthians segurou o resultado até o apito final e confirmou o título da Copa do Brasil 2025 diante de mais de 67 mil torcedores no Maracanã.

Com a conquista, o Corinthians chega ao seu quarto título da Copa do Brasil (1995, 2002, 2009 e 2025). Dorival Júnior iguala Luiz Felipe Scolari como o treinador com mais taças da competição, com quatro conquistas.
Além do troféu, o Timão garante vaga na Copa Libertadores de 2026 e uma premiação total de R$ 109,1 milhões. O Vasco, vice-campeão, encerra sua participação com R$ 53,5 milhões arrecadados.
Ficha Técnica
Vasco 1 x 2 Corinthians
Campeonato: Final da Copa do Brasil 2025 (jogo de volta)
Data: domingo, 21 de dezembro de 2025
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 67.111
Gols:
Corinthians: Yuri Alberto, aos 18 minutos do primeiro tempo; Memphis Depay, aos 17 minutos do segundo tempo
Vasco: Nuno Moreira, aos 40 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos:
Vasco: Thiago Mendes
Corinthians: Yuri Alberto, Carlos Cuesta
Escalações
Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta (Matheus França), Robert Renan e Puma Rodríguez (David); Barros (Vegetti), Thiago Mendes e Coutinho (Tchê Tchê), Nuno Moreira (GB), Andrés Gomez e Rayan. Técnico: Fernando Diniz.
Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu (Angileri); Raniele (Carrillo), José Martínez, Maycon (André) e Breno Bidon (Garro); Memphis Depay e Yuri Alberto (João Pedro Tchoca). Técnico: Dorival Júnior.
Arbitragem
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Victor Imazu (PR)
VAR: Marco Fazekas (MG)









