Na última terça-feira (17), se iniciou o Ramadã, nono mês do ano na religião islâmica, que vai até o dia 19 de março. A celebração homenageia o momento em que Deus – Allah, em islã -, apresentou o Alcorão, livro sagrado da religião, ao mundo. Durante este período, os praticantes seguem regras que mudam drasticamente as suas rotinas, como um jejum, que deve ocorrer desde o nascer do sol até o entardecer, evitando alimentos e bebidas durante o dia.
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Diversos jogadores das principais ligas mundiais seguem a religião islâmica e, com isso, adaptam seus treinos e alimentação durante o período do Ramadã. O primeiro pensamento de muitos, quando tomam conhecimento disso, é pensar como os atletas mantêm as suas formas físicas. Rudiger, zagueiro do Real Madrid, em entrevista ao jornal Marca, ressaltou que o período é tranquilo e que os clubes entram em acordo com os jogadores, que passam a treinar na parte da manhã. Além dele, no time espanhol, Arda Güler e Brahim Diaz também são praticantes da religião.
A Série A, da Itália, também é flexível com os atletas durante esse momento, fazendo até mesmo pausas durante os confrontos para os jogadores se alimentarem. A FFF (Federação Francesa de Futebol), é uma das instituições que causou polêmica ao proibir as pausas durante os jogos devido ao Ramadã. A decisão gerou questionamentos na população, que tem cerca de 8,8% de seguidores do islamismo. Por outro lado, a Premier League foi a primeira liga a produzir um protocolo diferenciado aos atletas islâmicos.
Antes das partidas, são passados ao árbitro os nomes dos jogadores que estão em jejum e que são autorizados à dar uma pausa durante o jogo para se alimentar. No Brasil, entre os poucos jogadores mulçumanos, pode-se citar Amuzu, do Grêmio, e Zakaria Labyad, que está de chegada no Corinthians.









