Clubes do futebol brasileiro fizeram história e registraram 456 contratações nesta janela de transferências internacionais de janeiro, tornando o país líder do ranking mundial neste quesito. O número foi quase o dobro dos 244 atletas que desembarcaram na Espanha, que aparece em segundo na classificação global.
O levantamento foi divulgado pela FIFA, nesta quinta-feira (05) e afirma que os times do Brasil gastaram quase R$ 1 bilhão em negociações. Nesta lista, as equipes do país só perdem para ingleses (US$ 363, ou R$ 1,9 bilhão) e italianos (US$ 283, ou R$ 1,4 bilhão).
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Na América do Sul, o documento mostra que os brasileiros estão bem a frente dos demais que integram a Conmebol. Se somadas, as outras nove confederações do continente pagaram US$ 28,9 milhões (R$ 152 milhões).
O relatório da FIFA ainda aponta que a maior parte das contratações brasileiras se deu por agentes livres (jogadores sem contrato) – 351 -, outros 40 retornaram de empréstimo para seus clubes de origem, 37 foram contratados de forma definitiva e 28 cedidos entre equipes.
A compra de Gérson pelo Cruzeiro, junto ao Zenit, por 27 milhões de euros (R$ 167 milhões), fez com que a Rússia fosse o país que recebesse mais dinheiro dos clubes brasileiros, com um total de US$ 48,3 milhões (R$ 230,4 milhões). Itália, Argentina, Colômbia e Portugal figuram logo na sequência do ranking.
Vale ressaltar que a contratação de Lucas Paquetá realizada pelo Flamengo não consta nestes dados. O meia estava no West Ham e faria com que a Inglaterra integrasse a lista global. A chegada do atleta movimentou mais de R$ 200 milhões e é a maior, em termos de valores, na história do futebol sul-americano.
As informações fazem parte de um mercado global de US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões) em que foram registradas 5.973 transferências. Com isso, houve um recorde mundial de negociações, 3% superior ao número de 12 meses atrás.
O Brasil também integra a lista de países que mais venderam atletas na janela, que é a de meio de temporada na Europa. O documento afirma que a receita total foi de US$ 155 milhões (R$ 815 milhões), sendo a Inglaterra o principal responsável pelo montante, que foi de US$ 73,7 milhões (R$ 387,80 milhões).
No Brasil, a janela de transferências segue aberta até o dia 3 de março. O segundo período acontece entre 20 de julho e 11 de setembro.









