Chelsea demite Enzo Maresca no primeiro dia do ano

Ontem (1), o Chelsea anunciou, por meio de suas redes sociais, a demissão do treinador italiano Enzo Maresca do comando da equipe. Enzo havia chegado ao clube na temporada 24/25, já em sua primeira temporada, classificou o time para a Champions League, conquistou a Conference League e também o então Super Mundial de Clubes. Ainda assim, nem esses feitos foram suficientes para mantê-lo no cargo.

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Segundo a imprensa inglesa, os resultados adversos do último mês — três empates nos últimos três jogos da Premier League — não foram o principal motivo para a demissão do treinador. Para entender melhor o contexto, é preciso voltar no tempo, mais precisamente ao mês de dezembro.

Em uma entrevista coletiva realizada no dia 13, após a vitória contra o Everton por 2 a 0, Maresca, sem sequer ter sido questionado sobre o tema, declarou: “Ter vivido as piores 48 horas como treinador do Chelsea”. A afirmação ficou nas entrelinhas e foi a primeira e última declaração do treinador sobre o assunto, o que deixou os jornalistas presentes na sala de imprensa sem compreender exatamente o que havia acontecido. No entanto, o motivo parecia claro: desavenças com a diretoria do clube.

A partir daquele dia, foi só ladeira abaixo. Assim, chegamos ao momento em que a equipe empatou seus três últimos jogos na Premier League e passou a ocupar a quinta colocação, com 30 pontos, ficando a 15 pontos do atual líder Arsenal.

A demissão ocorreu em comum acordo, mas o fato é que Maresca deixa o Chelsea maior do que quando chegou, com um currículo de fazer inveja. Atual campeão da Copa do Mundo de Clubes, conquistou o título vencendo o então campeão PSG com uma senhora goleada e também obteve ótimos resultados na Liga dos Campeões, incluindo uma vitória sobre o Barcelona em seus domínios.

Ainda não se sabe ao certo quem será o próximo treinador deste conturbado Chelsea, mas uma coisa é certa: quem assumir o comando técnico terá, além da responsabilidade de dirigir a equipe, o desafio de lidar com uma diretoria visivelmente fragilizada.

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