Mesmo sendo um país de clima predominantemente tropical, o Brasil construiu uma trajetória contínua nas Olimpíadas de Inverno. A edição de 2026, que será disputada em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, marcará a décima participação brasileira na história dos Jogos.
A caminhada começou em 1992, em Albertville, na França, quando o país estreou oficialmente na competição. Desde então, o Brasil esteve presente em todas as edições seguintes, ampliando gradualmente sua delegação e consolidando sua presença no cenário dos esportes de inverno. Ao longo desse período, cerca de 40 atletas diferentes já representaram o país.
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Na estreia olímpica, o Brasil contou com sete competidores, todos no esqui alpino. Nas edições seguintes, a participação foi mais enxuta, com apenas um atleta em 1994, na Noruega, e outro em 1998, no Japão. A partir dos anos 2000, no entanto, a delegação passou a crescer e diversificar suas modalidades.
Apesar da presença constante, o Brasil ainda não subiu ao pódio em Jogos Olímpicos de Inverno. Mesmo assim, alguns atletas alcançaram resultados expressivos e ajudaram a elevar o patamar da participação brasileira. O principal destaque é Isabel Clark, que entrou para a história ao terminar na nona colocação no snowboard cross nos Jogos de Turim, em 2006 — até hoje o melhor resultado do país na competição.
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Mais recentemente, nosso país voltou a chamar atenção em Pequim 2022, com a atuação de Nicole Silveira no skeleton. A atleta terminou na 13ª posição, resultado considerado significativo em uma modalidade altamente competitiva e tradicionalmente dominada por países do hemisfério norte.
Entre os nomes mais longevos da delegação brasileira estão Edson Bindilatti e Jaqueline Mourão, ambos com cinco participações olímpicas. Bindilatti defendeu o país no bobsled entre 2002 e 2022, enquanto Mourão competiu em provas de esqui cross-country e biatlo ao longo de diferentes edições. Ela também se destaca por ser a única atleta brasileira a disputar três esportes distintos em Jogos Olímpicos, incluindo participações no ciclismo mountain bike nas Olimpíadas de Verão.
Ao longo das edições, o número de atletas brasileiros variou bastante, indo de delegações mínimas a grupos mais robustos, como em Sochi 2014 e Pequim 2022. Essa evolução reflete o crescimento dos esportes de inverno no país, impulsionado por projetos de formação, intercâmbio internacional e maior estrutura para atletas que treinam fora do Brasil.
Com a chegada de Milão-Cortina 2026, o Brasil mantém o objetivo de seguir competitivo, ampliar sua presença nas modalidades e, quem sabe, alcançar um resultado inédito. A história mostra que, mesmo longe da neve, o país segue firme na construção de seu espaço nos Jogos de Inverno.









