Brasil mantém chances em oito modalidades a um mês dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026

A um mês do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, o Brasil segue vivo na disputa por vagas em diferentes modalidades. Com a janela de classificação aberta até o dia 18 de janeiro, atletas brasileiros ainda brigam por cotas olímpicas em pelo menos oito esportes, impulsionados por resultados recentes no bobsled, esqui e snowboard.

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Um dos principais destaques do país é o bobsled. Edson Bindilatti e Gustavo Ferreira tiveram bom desempenho na Copa América e colocaram o Brasil em posição competitiva na disputa por vagas. Na quinta das sete etapas do 4-man, realizada na última segunda-feira, Bindilatti terminou na quarta colocação, enquanto Gustavo foi o sétimo. Os resultados mantêm o país próximo de garantir até duas vagas olímpicas na modalidade.

“Foram bons resultados até aqui. Estamos tentando qualificar dois times para os Jogos Olímpicos e estamos bem próximos disso, em uma condição interessante no ranking”, afirmou Bindilatti, que caminha para disputar sua sexta edição de Olimpíadas de Inverno.

Além do 4-man, as equipes brasileiras do 2-man ainda disputarão mais uma etapa da Copa América e também planejam competir em provas na Europa, buscando somar pontos decisivos no ranking olímpico.

No esqui alpino, o Brasil já assegurou duas vagas básicas — uma masculina e uma feminina. O país ainda pode ampliar essa presença graças ao desempenho de Lucas Pinheiro Braathen, atualmente sexto no slalom e quinto no slalom gigante no ranking de largada da Copa do Mundo. Caso permaneça entre os 30 melhores em duas disciplinas, o atleta garante mais duas cotas para o país.

No esqui cross-country, o Brasil já tem três vagas garantidas: uma masculina, com Manex Silva, e duas femininas. Ainda existe uma possibilidade remota de uma terceira vaga feminina, dependendo de realocações no ranking internacional.

No esqui estilo livre (slopestyle e big air), Dominic Bowler e Luca Mérimée Mantovani seguem na luta. Ambos possuem pontuação suficiente, mas precisam alcançar um top 30 em etapas da Copa do Mundo, que acontecem em Aspen e Laax, para cumprir os critérios de elegibilidade e entrar na disputa por vagas ou realocações.

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Situação semelhante vive Noah Bethonico no snowboard cross. Com apenas uma revelação restante na China, ele precisa terminar entre os 30 primeiros para cumprir o segundo requisito exigido. Caso consiga, sobe significativamente na lista de realocação.

No snowboard halfpipe, o cenário é mais favorável. Pat Burgener aparece praticamente garantido, ocupando a sexta colocação no ranking pré-olímpico masculino. Augustinho Teixeira também está dentro da zona de classificação, mas com margem mínima, o que exige bons resultados nas duas últimas etapas. No feminino, Priscila Cid entrou recentemente no ranking após um 16º lugar em Calgary e aparece bem posicionada na lista de realocação, ainda sonhando com uma vaga.

No biatlo, Gaia Brunello ocupa atualmente a última vaga disponível no ranking olímpico feminino, com vantagem pequena sobre a primeira atleta fora da zona de classificação. Já no skeleton, Nicole Silveira vive situação confortável: 13ª no ranking mundial, ela tem ampla vantagem e está próxima de confirmar presença em Milão-Cortina.

No masculino, Eduardo Strapasson tenta fazer história. Embora esteja distante da vaga direta no ranking, ele aparece entre os primeiros da lista de realocação e ainda disputa três provas decisivas nos Estados Unidos para manter vivo o sonho olímpico.

Com o prazo final se aproximando, o Brasil segue em ritmo intenso na busca por ampliar sua maior delegação da história em Jogos Olímpicos de Inverno, apostando em resultados decisivos nas últimas competições do ciclo classificatório.

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