A medida em que a Copa do Mundo da FIFA 2026 se aproxima, a preocupação com a segurança nos Estados Unidos se redobra. Autoridades norte-americanas, responsáveis por representar as cidades-sede da competição, se reuniram em uma comissão no Congresso do país, na terça-feira (24), para debater os rumos da organização para o maior torneio de futebol.
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Os integrantes expuseram suas preocupações com possíveis problemas “catastróficos” relacionados à segurança do torneio, que será realizado a partir do dia 12 de junho, na terra do Tio Sam, em partida entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles. Vale lembrar, que o Mundial começa no dia anterior, na Cidade do México, em jogo válido entre os donos da casa e a África do Sul.
Em depoimento diante do Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Representantes, testemunhas destacaram os dois principais motivos para o atraso na organização dos preparativos para a realização do evento: o congelamento dos fundos da FEMA, a Agência Federal de Gestão de Emergências, que destina recursos à segurança da competição e a falta de comunicação entre os governos locais e o federal.
Com a gestão de Donald Trump sem sinalizar interesse de dialogar com as partes, a FEMA confirmou no último domingo (22), que reduziria suas operações ao “mínimo essencial para salvar vidas”. Com isso, recursos na casa dos quase US$ 900 milhões reservados para as cidades-sede da Copa do Mundo, estão “bloqueados” no momento.
Destes, US$ 625 milhões foram anunciados pela agência em novembro e os outros US$ 250 milhões em dezembro. Os valores fazem parte de um Programa de Subvenções para a Copa e fazem parte da Lei One Big Beautiful Bill.
A ideia é “realizar as extensas atividades de segurança necessárias para proteger jogadores, funcionários, espectadores, instalações e infraestrutura crítica em todas as cidades-sede, fortalecendo-as contra possíveis ataques terroristas”. Além disso, o plano tem o objetivo de “fortalecer sua capacidade de detectar, identificar, rastrear ou mitigar sistemas de aeronaves não tripuladas (drones)”.
Autoridades de Foxboro, em Massachusetts, chegaram a deixar entrelinhas a possibilidade de desistir de sediar as sete partidas programadas para o Gillette Stadium, caso o problema não seja solucionado.
Já o vice-chefe de polícia de Kansas City, Joseph Mabin, informou que seu departamento não possui mão de obra suficiente para atender à todas as necessidades de segurança da cidade e considerou o financiamento essencial para se contratar mais funcionários.
A Copa do Mundo é co-organizada por Estados Unidos, México e Canadá. Nos EUA, as 11 cidades anfitriãs são Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia, Área da Baía de São Francisco e Seattle.









