O Atlético-MG precisou apenas do primeiro tempo do segundo jogo da semifinal para carimbar a passagem para a decisão, em Assunção, no Paraguai, em 22 de novembro. Diferente da primeira partida, em que suou para arrancar um empate com o Independiente Del Valle, aos 46 do segundo tempo, no Equador.
Sem a altitude de Sangolquí, o Independiente Del Valle quase não representou resistência ao Galo mineiro. Em uma Arena MRV lotada, o Atlético chegou a ter mais de 80% de posse de bola ao longo do primeiro tempo, e de tanto martelar, Guilherme Arana abriu o placar aos 36 minutos da primeira etapa, em confusão dentro da área negriazul. Sem deixar o sangue esfriar, Bernard ampliou aos 43. Ambos os gols com passe de Dudu.
As equipes foram para o intervalo com o placar em 3 a 1 no agregado dos três tempos jogados. Para o Del Valle, a volta representaria a última chance de continuar na busca pelo terceiro título da competição.
Jogando contra o relógio, a posse de bola se inverteu no segundo tempo, com o Del Valle controlando 70% do jogo. Aos 18, Spinelli recolocou os rayados no jogo, ao diminuir a partida e encostar no agregado.
Antes do gol, Sampaoli havia tirado Rony para a entrada de Hulk. O craque alvinegro mudou a partida no Equador e, apesar do jejum de gol, vinha sendo decisivo nas classificações do time nas fases anteriores da “Sula”. Jejum que acabaria hoje. Aos 28, a bola sobrou para ele após vacilo da zaga do Del Valle, e, após 15 jogos sem gol e mais de um ano sem marcar de bola parada, Hulk voltava a marcar.
Enquanto Hulk ia às lágrimas na comemoração, Sampaoli sacou Dudu e Vera para as entradas de Biel e Saravia. Antes do fim do jogo, Alexsander e Reinier substituíram Bernard e Alan Franco, amarelado. Do outro lado, nem um caminhão de substituições feitas pelo Del Valle conseguiu reverter a desvantagem.
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O Atlético se classifica à final da Copa Sul-Americana um ano após as derrotas doloridas nas finais da Copa do Brasil e Libertadores, em um ano conturbado para o clube com elenco e diretoria questionados. Ao Del Valle, resta focar na disputa do Campeonato Equatoriano, onde é líder.
O adversário da final sai da segunda partida das semis. Lanús e Universidad de Chile medem forças em território argentino, na quinta-feira (30). Pela primeira perna, empate em 2 a 2, no Chile, em jogo de portões fechados após a confusão no jogo de La U contra o Independiente, nas oitavas de final. Dessa vez, porém, a pressão da torcida grená pode ser decisiva na decisão.
Caso o Lanús se classifique, será o reencontro entre as duas equipes que decidiram a Recopa Sul-Americana de 2014, quando o Galo foi campeão da Libertadores 2013 e o Lanús dessa mesma “Sula”, no ano anterior. Também o Lanús foi o adversário do Cruzeiro, rival do Atlético, pelas semifinais da competição no ano passado e acabou derrotado pela Raposa.









