Saúde privada no Brasil: custos devem disparar nos próximos 3 anos

Um estudo internacional sobre tendências de custos médicos indica que os preços da saúde privada no Brasil devem continuar subindo de forma expressiva não só em 2025, mas também ao longo dos próximos três anos. Segundo a pesquisa Global Medical Trends da consultoria Willis Towers Watson (WTW). obtida pelo GLOBO, a inflação médica – que reflete o aumento dos gastos com serviços de saúde, como consultas, exames, internações e medicamentos, está projetada para terminar este ano acima de 10%, superando com folga a inflação geral no país.

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Essa tendência preocupa consumidores e especialistas pois os custos das mensalidades dos planos e os valores pagos por procedimentos vão crescer mais rápido do que os preços de consumo em geral. A projeção indica que essa pressão de alta deve se manter pelos próximos três anos, em parte porque operadoras e seguradoras já sinalizam expectativa de custos elevados e contínua elevação dos valores médicos.

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O aumento dos custos está relacionado a vários fatores, incluindo:

  • Medicamentos de alto custo que entram na cobertura, avanço de 10%;
  • Maior utilização de serviços e procedimentos, 10,1%;
  • Pressões inflacionárias específicas do setor de saúde que impactam consultas, exames e internações, 9,1%;
  • atendimentos ambulatoriais e clínicas básicas, com 9%.

De acordo com o estudo, doenças crônicas e câncer lideram impacto. Outro exemplo, são as canetas emagrecedoras que também está causando efeito no Brasil e em outros países. Tendências que contrastam fortemente com a inflação geral esperada no país, que é consideravelmente menor, o que significa que a saúde ficará ainda mais onerosa em comparação aos demais segmentos da economia.

Para os usuários, o resultado prático é que os planos de saúde podem ficar mais caros nos próximos anos, e muitos beneficiários sentirão esse impacto diretamente no orçamento familiar, tanto nos aumentos nas mensalidades quanto nos preços de serviços associados aos planos.

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