A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre, o avanço foi de 0,1% em relação ao trimestre anterior. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 12,7 trilhões, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 59.687, com alta real de 1,9%. Ambos atingiram o maior nível da série histórica, iniciada em 1996.
LEIA TAMBÉM: Tarifa global dos EUA pode subir de 10% para 15% nos próximos dias
Pela ótica da produção, todas as grandes atividades econômicas registraram crescimento, com destaque para a agropecuária, que avançou 11,7% e respondeu por 32,8% da expansão do PIB no ano. O resultado foi impulsionado por recordes de produção e ganhos de produtividade em culturas como milho e soja.
A indústria cresceu 1,4%, com desempenho relevante da extração de petróleo e gás, que levou as indústrias extrativas a uma alta de 8,6%. A construção civil ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,5%. Já o setor de serviços avançou 1,8%, com crescimento disseminado entre atividades como informação e comunicação, finanças, transporte e comércio.
Pelo lado do consumo, as famílias ampliaram seus gastos em 1,3% em 2025, ritmo inferior ao observado em 2024. O consumo do governo subiu 2,1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) cresceu 2,9%, puxada pela importação de máquinas e equipamentos, desenvolvimento de software e desempenho da construção. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB.
A desaceleração do crescimento está associada ao aperto monetário promovido pelo Banco Central do Brasil. Desde setembro de 2024, a taxa Selic foi elevada de 10,5% para 15% ao ano, patamar mantido até o momento como estratégia para conter a inflação.
A meta oficial é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou 13 meses fora do intervalo permitido. Mesmo com juros elevados e crescimento mais moderado, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego da série histórica, segundo o IBGE.









