O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a pesar sobre o mercado de petróleo e contribuiu para o recuo dos preços. A commodity encerrou esta segunda-feira (15) em baixa, enquanto os investidores avaliavam o agravamento do cenário geopolítico na região, além do anúncio de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos à União Europeia, em meio à disputa envolvendo a Groenlândia.
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Os contratos futuros também foram impactados pela menor liquidez das negociações, reflexo do feriado de Martin Luther King Jr. nos EUA, que manteve os mercados norte-americanos fechados.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent com vencimento em março registrou queda de 0,3%, encerrando o dia cotado a US$ 63,94 o barril. Já o WTI para março apresentava leve alta de 0,07%, a US$ 59,38 o barril, por volta das 15h28 (horário de Brasília), durante o pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Ao longo do fim de semana e também nesta segunda-feira (19), autoridades europeias reforçaram a relevância estratégica da segurança no Ártico e na Groenlândia, além de reagirem às tarifas anunciadas no sábado (17) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que a União Europeia pode responder às chamadas “tarifas irracionais” impostas por Washington.
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Segundo Christopher Tahir, da Exness, a imposição de taxas adicionais tende a pressionar as projeções de crescimento global e a enfraquecer a confiança nas perspectivas de demanda por petróleo. Ele acrescentou que o arrefecimento dos temores em relação à oferta iraniana no curto prazo também ajudou a derrubar os preços, após informações de que ações dos EUA na região teriam sido suspensas.
Apesar disso, o Jerusalem Post informou que as Forças Armadas dos Estados Unidos seguem ampliando sua presença no Oriente Médio, diante da possibilidade de uma ordem do presidente Trump para um ataque ao Irã. Nas últimas 24 horas, mais de 12 caças F-15 teriam chegado à Jordânia.
No mesmo contexto, Israel iniciou uma ofensiva de grande escala em Hebron, no sul da Cisjordânia. A operação tem como objetivo desarticular a infraestrutura terrorista e apreender armas na região de Jebel Johar. O Exército israelense alertou que a ação deve se estender por “vários dias”.









