O fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas elevariam em 7,84% o custo médio do trabalhador com carteira assinada, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira (10).
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Apesar do aumento, o impacto sobre o custo total das empresas seria semelhante ao de reajustes históricos do salário-mínimo, o que sugere que a maior parte do mercado teria condições de absorver a mudança. A análise consta em nota técnica que avalia os possíveis efeitos econômicos da alteração na jornada predominante no país.
Em setores como indústria e comércio, que reúnem mais de 13 milhões de trabalhadores, o impacto direto seria inferior a 1% do custo operacional. Isso ocorre porque, embora o valor da hora trabalhada suba com a redução da carga semanal, o peso da mão de obra no custo total dessas atividades dilui o efeito.
Já os segmentos mais intensivos em trabalho tendem a sentir mais a mudança. O estudo estima aumento de até 6,6% no custo operacional em atividades de vigilância, segurança e investigação. Serviços de limpeza e conservação também aparecem entre os mais sensíveis.
Ainda assim, o Ipea afirma que elevação do custo não significa, necessariamente, queda na produção ou no emprego. Como em aumentos anteriores do salário mínimo — de 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024 —, não houve impacto negativo relevante sobre o nível de ocupação.









