A taxa de desemprego no Brasil voltou a cair no trimestre encerrado em novembro e atingiu 5,2%, renovando o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. O resultado surpreendeu analistas, que esperavam estabilidade em 5,4%, após o índice já ter alcançado nível recorde em outubro. Rendimento médio mensal alcançou R$ 3.574, o maior valor já apurado pelo IBGE.
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Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também nesta terça, o Ministério do Trabalho publica os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que considera apenas os vínculos formais informados pelas empresas.
A pesquisa do IBGE indica a renovação de diversos recordes. Entre setembro e novembro, o país contabilizou 5,644 milhões de pessoas desocupadas — menor contingente absoluto desde o início da série. Para o instituto, são consideradas desempregadas as pessoas sem trabalho que estão em busca de uma vaga.
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O número de pessoas ocupadas também atingiu um novo pico histórico, ao chegar a 103 milhões. Com isso, a taxa de ocupação alcançou 59%, o maior percentual já registrado pela Pnad Contínua.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o elevado nível de trabalhadores ocupados ao longo de 2025 tem reduzido a pressão por novas vagas no mercado. “Esse cenário contribui para a queda expressiva da taxa de desocupação”, afirmou.
Renda média também é recorde
O avanço do emprego foi acompanhado por uma nova máxima na renda média dos trabalhadores. A renda habitual chegou a R$ 3.574, com alta de 1,8% frente ao trimestre anterior e de 4,5% na comparação anual.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos salários mais elevados nos setores de Informação e Comunicação, além das Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas.
A massa de rendimento real habitual — soma de todos os rendimentos do trabalho no país — também alcançou o maior valor da série, totalizando R$ 363,7 bilhões. O montante cresceu 2,5% no trimestre, acréscimo de R$ 9 bilhões, e avançou 5,8% em 12 meses, o equivalente a R$ 19,9 bilhões no ano.
De acordo com Adriana Beringuy, a combinação entre aumento do número de ocupados e elevação do rendimento médio tem fortalecido a renda do trabalho na economia. “Os recordes de ocupação vêm acompanhados de ganhos reais de renda, o que impulsiona a massa de rendimentos no país”, explicou.









